top of page

LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

Deixe o seu comentário

Agradecemos a sua mensagem

Dia 20 - terça-feira: 2Co 8,1-9; Sl 145(146); Mt 5,43-48.

O trecho do evangelho desse dia é a sexta e última antítese, que dá conteúdo à “justiça maior que a dos escribas e fariseus” requerida dos discípulos de Jesus. O primado do amor e da misericórdia não é uma novidade, mas havia sido esquecido como sendo o centro da Lei que Deus deu a seu povo. O que é exigido como “plus” da vida cristã é de não limitar o amor àqueles que nos fazem o bem ou, então, que já amamos. Trata-se da atitude daquele que, vítima do mal de outrem, permanece fazedor de paz (cf. Mt 5,9), generoso, disposto a perdoar. Pelo amor aos inimigos é que se mostra que o verdadeiro tesouro da pessoa está em Deus e o sustento da vida apoiado nas coisas que não passam; o amor não passa. A vida cristã é um modo de viver a existência humana. Aderir ao evangelho de Jesus Cristo supõe aceitar agir como Deus age e se comportar com a confiança e a serenidade que somente a referência aos bens celestes pode dar. A perfeição de que fala o nosso texto não diz respeito somente à integridade física e moral; ela diz respeito, igualmente, à observância e fidelidade aos mandamentos da Lei de Deus (Sl 119, 1). A passagem paralela de Lucas não fala de perfeição, mas põe o acento sobre a misericórdia de Deus que os discípulos de Jesus devem imitar (Lc 6, 36). Mais propriamente, a “perfeição” consiste em amar como Deus ama, isto é, indistintamente, oferecendo a todos a graça de seus bens.

Dia 19 - segunda-feira: 2Co 6,1-10; Sl 97(98); Mt 5,38-42.

A lei de talião – “olho por olho, dente por dente” - é anterior ao texto bíblico. Nós encontramos referência à lei do talião em vários textos do Antigo Testamento (Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21). Do latim, talis é traduzido em português por “tal”. Trata-se, grosso modo, da reparação exigida de alguém que cometeu um delito e que devia ser proporcional ao mal que ele causou a alguém. A finalidade de tal lei era de conter a vingança e a violência, ao contrário do proposto por Lamec (cf. Gn 4,23-24). Essa quinta antítese, visa a superação da lei do talião e explicita a bem-aventurança da misericórdia: Sede misericordiosos, porque alcançarão misericórdia (Mt 5,7). A exigência cristã do perdão, da reconciliação e da paz precisa ser construída com o esforço de todos (cf. Mt 5,9). A expressão “não resistir ao malvado” é ambígua e, por isso, precisa ser bem compreendida. Em primeiro lugar, é preciso a consciência de que é o mal que precisa ser extirpado e a ele não se deve ceder; a pessoa, no entanto, é preciso salvá-la. Em segundo lugar, a afirmação de Jesus prescreve não pagar o mal com o mal, não pagar com a mesma moeda, não responder à violência com a violência. Para o cristão, é preciso considerar como Deus nos trata para poder superar qualquer impulso à violência, à vingança ou ao revanchismo: Deus não nos trata segundo nossas faltas. A todos, indistintamente, Ele oferece o seu perdão e o seu amor. No mundo, o cristão é chamado a ser um sinal da reconciliação de Deus com a humanidade inteira, à imagem de Cristo que reconciliou o mundo com Deus.

Dia 17 – sábado – Imaculado Coração de Maria: Is 61,9-11; Sl (1Sm 2); Lc 2,41-51.

O relato do evangelho de hoje de Jesus encontrado no templo de Jerusalém aos doze anos é a transição entre os relatos da infância e os da vida pública, a partir do batismo por João Batista. Doze anos é a idade da maturidade religiosa em que o menino judeu assume as obrigações legais tornando-se "filho do preceito". Todo o relato está centrado nas primeiras palavras de Jesus. Essas palavras (v.49) estão voltadas para o futuro, evocam e confirmam a palavra do anjo a Maria quando do anúncio do nascimento de Jesus: ele "será chamado filho de Deus" (Lc 1,35). Maria e José não compreenderam o significado do que ele lhes dissera. Terão que fazer, como será o caso para todo discípulo, um longo itinerário de acompanhamento de Jesus, passando pelo drama da paixão e morte, para, à luz da ressurreição do Senhor, poderem compreender que aquele a quem eles haviam dado uma existência histórica era o Filho de Deus. O que é de Deus precisa ser tratado no âmbito do coração, pois ultrapassa o que a razão entregue a si mesma pode alcançar. É no coração que brota o mistério de Deus e sua compreensão.

bottom of page