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LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

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Dia 2 - sexta-feira: Eclo 44,1.9-13; Sl 149; Mc 11,11-26.

À primeira vista, o episódio da figueira amaldiçoada por Jesus causa certa estranheza ao leitor, pois parece mais um capricho de pessoa mimada. Marcos observa que não era tempo de figos: quando chegou perto da figueira, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos (v.13). Essa observação leva a buscar o significado do gesto inusitado de Jesus numa outra direção. Vale observar, pois é importante, que Jesus está ensinando os seus discípulos, como se pode concluir do v.14: ... E os discípulos escutaram o que ele disse. O episódio pode ser caracterizado como sendo uma ação simbólica, ao estilo dos grandes profetas do Antigo Testamento. Qual é, então, o conteúdo do ensinamento de Jesus aos discípulos, para o qual a ação simbólica é um “recurso didático”? O episódio está dividido em duas partes: a maldição da figueira (cf. vv.12-14) e a realização da maldição (cf. vv.20-25). Entre essas duas partes, há o relato da expulsão dos comerciantes do templo (vv.15-19). O tema de todo a unidade literária é o “fruto”: Jesus procura o fruto na árvore cheia de folhagens e não o encontra; vai ao templo e não encontra os frutos que ele esperava encontrar, a saber, um lugar de oração: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? (v.17). A figueira sem fruto, entre outras árvores, é símbolo do povo de Deus (cf. Jr 8,13; Os 9,10), e do povo de Deus que não deu frutos (cf. Os 9,16; Mq 7,1; Ez 17,24; ver tb. Lc 13,6-9). Pode simbolizar, ainda, a hipocrisia: tem folhagens, mas não dá frutos. Seja como for, a ação simbólica de Jesus serve de preparação para os discípulos para que eles compreendam o gesto de Jesus de purificar o templo de Jerusalém, pois havia feito da casa de Deus um lugar de exploração: ... vós fizestes dela um toca de ladrões (v.17). Sem fé tudo seca e se torna árido; a incredulidade desvirtua o serviço a Deus, revertendo-o em benefício próprio.

Dia 1 - quinta-feira: Eclo 42,15-26; Sl 32(33); Mc 10,46-52.


Para o Evangelho de Marcos, o mais antigo dos evangelhos, Bartimeu é o modelo do discípulo que, iluminado, segue Jesus no caminho que o conduz à sua paixão, morte e ressurreição: ... ele recuperou a visão e seguia Jesus pelo caminho (v.52).


Jericó é um verdadeiro oásis no deserto da Judeia; Jesus está subindo para Jerusalém acompanhado por seus discípulos e por uma grande multidão que deseja ouvi-lo e tocar nele na esperança de serem curados dos seus males. À beira do caminho, estava um cego, Bartimeu. Estava à margem de tudo, da sociedade, inclusive de Deus, pois, em razão de sua enfermidade, era visto como pecador e castigado por Deus; é por isso que o evangelista observa que ele estava “à beira do caminho”. Bartimeu grita a Jesus com insistência porque ele tem um grande desejo, a saber, ver. O seu clamor foi ouvido, não obstante a multidão que comprimia Jesus e o cala-boca de alguns, incluídos os discípulos. É belo saber que nenhuma súplica do ser humano cai no vazio, pois Deus ouve o clamor do seu povo e conhece o seu sofrimento (cf. Ex 3,7ss). Jesus manda chamá-lo e ele deixando o manto foi de um salto até Jesus (cf. v.50). O manto era símbolo do poder do homem, por isso se diz que tirou o manto para ir até Jesus. Sem humildade, sem reconhecer a nossa condição de criatura, não há possibilidade de receber o dom da visão pela fé. Perguntado pelo que desejava de Jesus, Bartimeu responde: Mestre, que eu veja (v.51). Não há gesto por parte de Jesus que devolva a visão ao cego, mas somente uma palavra: Vai, a tua fé te curou (v.52). A fé é iluminação que permite ver, pois ela nasce do encontro pessoal com Jesus Cristo, luz do mundo. Consequência iluminação pela fé é o seguimento de Jesus Cristo.

Dia 31 - quarta-feira – Visitação de Nossa Senhora: Sf 3,14-18; Sl (Is 12); Lc 1,39-56.


O relato da visita de Maria à sua prima Isabel conclui os relatos dos anúncios do nascimento de João Batista e de Jesus (Lc 1,5-25.26-38). Assim como a gravidez de Isabel é objeto de revelação por parte do anjo a Maria, do mesmo modo a gravidez de Maria é objeto de revelação a Isabel. A alegria messiânica que faz João pular no ventre de sua mãe é dom do Espírito Santo. É por ele que Isabel pode conhecer que Maria não somente está grávida, mas que a criança que ela está gerando é o Messias. Pulando de alegria diante do seu Senhor, João, desde o frente de sua mãe, começa a realizar sua missão de precursor do Messias. No cântico de Isabel, é dito que Maria é bendita: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre (v.42). De fato, ela é bendita pela presença no seu ventre daquele que Deus nos deu como benção, Jesus Cristo. Maria é a mulher de fé, que confiou e se entregou inteiramente ao projeto de Deus: Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu (.45). No cântico atribuído a Maria, o Magnificat, um mosaico de citações veterotestamentárias, a Mãe do Filho de Deus reconhece com júbilo que o poder de Deus a transformou. Reconhece que a bondade, a misericórdia do Santo de Israel é que está na origem da encarnação do Verbo de Deus.


A beleza do mistério da revelação de Deus é que ele se manifesta numa visita e, mais propriamente, numa saudação: logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre (v.44).

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