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LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

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Dia 6 - terça-feira: Tb 2,9-14; Sl 11(112); Mc 12,13-17.

Os adversários de Jesus sentem-se irritados pela parábola dos vinhateiros homicidas, pois reconhecem nela a revelação da sua própria maldade (cf. 12,1-12). O desejo dos chefes do povo é prender Jesus (cf. 12,12), intento revelado desde o início do evangelho (cf. Mc 3,6). Insistentemente, procuravam armar uma armadilha para terem uma razão para prender e matar Jesus (cf. vv.13.15; cf. 3,6). O que os fariseus e os herodianos que vão ter com Jesus dizem dele é verdade (vv.13.14), mas, não há sinceridade, pois, eles não acreditam no que dizem, são hipócritas (v.15), fazem encenação, usam máscaras, dissimulam, buscam enganar. À questão posta pela delegação, que tinha cunho político: é lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não? (v.14), Jesus responde com uma pergunta, esquema próprio dos diálogos didáticos: De quem é esta imagem? (v.16). Deus não está em concorrência com as coisas deste mundo: dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (v.17). Nossa perícope fala de imagem e inscrição (cf. v.16). Para a Bíblia o ser humano é imagem de Deus (cf. Gn 1,26-27); a inscrição pode se referir à Lei inscrita no coração (Jr 31,33; Pr 7,3). Neste sentido, o que é de Deus (v.17) é o ser humano, portador da imagem de Deus e de sua Lei.

Dia 5 - segunda-feira: Tb 1,3;2,1-8; Sl 11(112); Mc 12,1-12.

A imagem de fundo da parábola que Jesus conta aos sumos sacerdotes, mestres da lei e anciãos é Is 5,1-7. Esta parábola, com modificações importantes, é da tríplice tradição, nós a encontramos também nos evangelhos de Mateu e Lucas (Mt 21,33-46; Lc 20,9-19). O cerco sobre Jesus vai se fechando cada vez mais; a sua paixão e morte se aproximam. Jesus parte para o ataque. Os destinatários da parábola são os chefes do povo (cf. 11,27). O texto é a história da rejeição do dom de Deus desde tempos remotos até Jesus, inclusive, que será morto fora dos muros de Jerusalém (cf. v.8): desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos os meus servos, os profetas, cada dia os enviei, incansavelmente. Mas não me escutaram, nem prestaram ouvidos, mas endureceram a sua cerviz e foram piores que seus pais (Jr 7,25-26). Para a tradição bíblica, o povo, simbolizado pela vinha, é a herança de Deus (Jr 50,11; Sl 79,1). A parábola contada por Jesus permite-nos concluir que uma das causas da morte de Jesus foi a cobiça: os chefes do povo, de meros administradores, quiseram para si tudo o que era de Deus; quiseram se apossar do que não lhes pertencia. A cobiça é o desejo de ter tudo, absolutamente tudo. Esse vício elimina quem quer que seja, até o verdadeiro herdeiro; a cobiça traz em si mesma um dinamismo de morte: Este é o herdeiro, matemo-lo, e a herança será nossa! (v.7).

Dia 3 – sábado: Eclo 51,17-27; Sl 18(19B); Mc 11,27-33.

Nós estamos na segunda parte do evangelho segundo Marcos onde predomina os relatos da paixão de Jesus. Nas proximidades de sua paixão, o conflito de Jesus com as autoridades religiosas do seu tempo foi se tornando cada vez mais intenso. Na verdade, eles querem encontrar um motivo para condenar Jesus. Tentativa inútil, por isso, mentem, dominados que estavam pela inveja. A inveja ameaça o controle e o autocontrole. O trecho do evangelho de hoje é uma controvérsia. A questão apresentada pelo grupo é acerca da origem da autoridade de Jesus pela qual ele ensina e age: Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso? (v.28). Lembremo-nos de que, no início do evangelho, as pessoas se admiram do ensinamento de Jesus feito com autoridade (cf. 1,27). Jesus é um Mestre extraordinário e habilidoso; ele não responde as questões postas porque qualquer resposta não seria para os seus opositores satisfatória uma vez que já haviam decidido matar Jesus (cf. Mc 3,6). O silêncio deles à pergunta de Jesus revela a maldade de suas intenções (cf vv.29-33). Sem fé não é possível conhecer e admitir a origem divina de Jesus. O Espírito com o qual ele foi ungido é o que o reveste de autoridade. A dureza do coração e a inveja impedem reconhecer a origem divina da autoridade de Jesus, autoridade pela qual ele expulsa os comerciantes do templo.

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