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LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

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Dia 9 sexta-feira – São José de Anchieta: Tb 11,5-17; Sl 145(146); Mc 12,35-37.

As controvérsias de Jesus com seus opositores se intensificam na segunda parte do Evangelho de Marcos onde predominam os relatos da paixão. Tendo reduzido ao silêncio os seus adversários, Jesus ensina no templo. Os ouvintes do seu ensinamento é a multidão numerosa, como o indica nosso próprio texto. As pessoas tinham prazer em ouvir Jesus, não somente porque ele era convincente, mas porque o seu ensinamento fazia sentido, comunicava Deus e dava sentido à história passada. O objeto do ensinamento no trecho do evangelho de hoje é o vínculo entre o Messias e Davi. Havia uma mentalidade bastante difusa de que o Messias seria filho de Davi (cf. 1Sm 7,12ss; Is 11,1; Jr 23,5; Ez 34,23; 37,24). O cego Bartimeu, ouvindo que era Jesus quem passava grita: Filho de Davi... (Mc 10,48). A opinião dos escribas de que o Messias é Filho de Davi, é contradita pelo Sl 110,1, um salmo de entronização do rei, citado pelo próprio Jesus. Davi, considerado autor do salmo, o pronunciou ou cantou movido pelo Espírito Santo. No seu salmo, olhando para o futuro, Davi preanuncia a entronização de Cristo à direita de Deus. Jesus convida os seus ouvintes a ampliarem a visão, pois a promessa salvífica de Deus não se limita a uma pura continuidade da história dinástica.

Dia 8 - quinta-feira - Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi): Dt 8,2-3.14-16; Sl 147(147B); 1Co 10,16-17; Jo 6,51-58).


A festa de Corpus Christi é uma festa devocional. Inicialmente, o acento dessa festa era posto sobre as espécies eucarísticas e, mais particularmente, sobre a hóstia consagrada, e presença real de Cristo nas espécies do pão e do vinho. Esse aspecto da festa predomina em muitíssimos lugares. No entanto, é preciso superar essa visão, fruto de uma época, para dar à eucaristia o seu valor eclesial: “a eucaristia faz a Igreja e a Igreja, Corpo de Cristo (1Co 12,12-31), faz a eucaristia”. O mistério pascal de Jesus Cristo é o sustento, o verdadeiro alimento do seu povo em marcha. Os judeus não compreendem o ensinamento de Jesus; as palavras de Jesus são para eles um enigma, pois eles não conseguem transpor o nível puramente racional e penetrar no sentido da afirmação de Jesus. Para o leitor do evangelho, no entanto, o discurso sobre o pão da vida é uma catequese sobre o sentido da eucaristia. “Comer a carne” e “beber o sangue” remete a outra realidade, diversa do que primeiramente pode parecer. “Comer a carne” significa acolher, na fé, a existência humana e terrena de Jesus; “beber o sangue” é aceitar que no sacrifício da entrega do Senhor nos é dada a salvação e a vida. Dito de outra maneira, para viver plenamente, é preciso uma adesão livre a Jesus, enviado do Pai. É pela fé que o discípulo participa da vida do Filho unigênito de Deus. Quem aceita esse alimento espiritual vive em comunhão com o Senhor: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele (v.56). A aceitação do mistério de Jesus Cristo é o caminho para reconhecer que a vida eterna é dom: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna (v.54). A plenitude dessa vida será dada na ressurreição da qual o Senhor nos fez seus herdeiros.

Dia 7 - quarta-feira: Tb 3,1-11.16-17; Sl 24(25); Mc 12,18-27.

Nesse trecho do evangelho, aparece um outro grupo de opositores de Jesus, os saduceus. Eles não são propriamente um grupo religioso, mas uma espécie de aristocracia ligada ao Templo de Jerusalém. Os vários grupos que detêm algum tipo de poder ou interesse se opõem a Jesus. A questão posta pelos saduceus é sobre a ressurreição que eles não acreditavam (cf. v.18), ao contrário dos fariseus que, sim, acreditavam. Como nós podemos observar, eles apresentam um caso absurdo com o duplo intuito de ridicularizar a fé na ressurreição (vv.19-23), que tem raízes na história da fé de Israel, e desmoralizar Jesus. Para isso, recorrem à lei do levirato (ver para isso: Dt 25,5-6). Na sua resposta Jesus revela a ignorância deles: interpretam mal a Escritura e desconhecem o poder de Deus, supondo que a morte anularia o poder de Deus. Os saduceus, buscando ridicularizar a crença na ressurreição, a apresentam como pura continuidade da vida terrestre. Engano! Deus é surpreendente: quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu (v.25). É preciso se abrir à novidade de Deus e nele esperar. Os saduceus pensaram poder falar da ressurreição prescindindo de Deus. Ora, sem a relação ao Deus dos vivos, a própria Escritura é letra morta (cf. vv.26-27). Não acreditar na ressurreição é se fechar para a fé em Deus, pois a ressurreição é o fundamento da fé.

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