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LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

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Dia 19 - sexta-feira: At 18,9-18; Sl 46(47); Jo 16,20-23.


A morte de Jesus causou uma enorme decepção, frustração e sofrimento aos discípulos; ao mundo, aos que se opunham a Jesus e rejeitavam a sua mensagem, uma vitória aparente e passageira. Há, pelo menos, dois tipos de tristeza: a que paralisa e a que é fruto da indignação. A tristeza que abate e faz perder a esperança certamente não provém de Deus, mas do inimigo da natureza humana. Próprio de Deus é consolar, animar, encorajar para que mesmo em meio à perseguição os discípulos possam permanecer no Senhor e dar testemunho, pela entrega da própria vida, do Cristo ressuscitado. É na palavra do Cristo que o cristão fiel deve confiar: a tristeza se transformará em alegria, assim como a morte foi vencida pelo poder de Deus que ressuscitou o seu Filho dentre os mortos.


Não há vida sem sofrimento. É o que acontece com a mulher que está para dar à luz. Mas, a irrupção de uma vida nova transforma o sofrimento numa grande alegria - isso é uma verdadeira páscoa! A alegria, que é dom do Cristo ressuscitado, ninguém nem nenhuma situação humana pode tirar. Ela é dada para permanecer mesmo em tempos difíceis, como no tempo da perseguição por causa da fé em Jesus Cristo.

Dia 18 - quinta-feira: At 18,1-8; Sl 97(98); Jo 16,16-20.


O versículo 16 do nosso texto corresponde ao que nos sinóticos se chama de anúncio da paixão, morte e ressurreição do Senhor (cf. Mc 8,31ss; Mc 16,21ss; Lc 9,22). As perguntas dos discípulos (vv.17.18) declaram a incompreensão deles acerca do destino de Jesus. Essa incompreensão é dita também em 16,12: Tenho muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora.


Jesus toma a iniciativa de responder às dúvidas dos discípulos (cf. v.19). Sua resposta abre os discípulos para uma esperança nova, que poderíamos, à luz do v.20, exprimir deste modo: o que é primeiro (sofrimento dos discípulos; alegria do mundo) não é definitivo; é só aparência, e, como tal, passa. O que num primeiro momento parece vitorioso, será revelado como derrotado. A morte, o sofrimento, a tristeza não são a última palavra da existência humana: ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria (v.20). Para nós, ouvintes do evangelho, é um convite à esperança e à constância, pois, o mistério pascal de Jesus Cristo é o conteúdo da esperança cristã.

Dia 17 - quarta-feira: At 17,15.22-18,1; Sl 148; Jo 16,12-15.

O Espírito Santo, dom do Pai e do Filho, tem por missão fazer, na comunidade cristã, a memória de Jesus Cristo, conduzindo os discípulos à verdade de Deus revelada em Cristo. Revelação do mistério de Deus e compreensão da parte do homem não são atos simultâneos; o Espírito da Verdade faz os discípulos compreenderem o que do mistério de Deus já estava presente na vida de Jesus de Nazaré. Mas, as palavras de Jesus não se limitam ao tempo de sua vida terrestre; o Ressuscitado continua a instruir os seus discípulos através do seu Espírito Santo (cf. At 1,2). O Espírito continua e prolonga na história a missão e a palavra de Jesus. O Espírito “guia”, isto é, ele é quem orienta os discípulos à verdade de Jesus Cristo e é ele quem faz vir à luz o sentido das palavras do Senhor. Ele é “guia” enquanto é o apoio indispensável para conhecer o mistério de Deus revelado em Jesus. Assim como Jesus fala do que ouviu do Pai, o Espírito fala do que é do Pai e do Filho e, ao mesmo tempo, ele abre o coração do discípulo para o futuro (v.13). O futuro, aqui, diz respeito ao testemunho que os discípulos, iluminados pelo Espírito Santo, darão de Jesus Cristo. Nenhuma das pessoas divinas vive para si mesma, por isso, o Espírito anuncia pela boca dos discípulos o que é de Cristo.

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