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LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

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Dia 23 - terça-feira: At 20,17-27; Sl 67(68); Jo 17,1-11.

Trata-se, aqui, de um trecho da oração sacerdotal de Jesus. Próprio da função sacerdotal, além de oferecer sacrifícios, é oferecer súplicas e orações a Deus em favor de todo o povo. O sacrifício oferecido por Jesus é o sacrifício de sua própria vida e as súplicas ele as ofereceu em favor dos seus discípulos para permanecerem fiéis e não esmorecerem diante da perseguição do mundo. Trata-se da parte final do discurso de despedida que é uma longa oração de Jesus dirigida ao Pai. Essa oração tem como ponto fundamental a comunhão entre o Pai e o Filho: a obra que o Filho realiza tem como finalidade manifestar a Glória de Deus, isto é, revelar o mistério de Deus: “Deus é amor” (1Jo 4, 8.16). Realizando a obra de amor o Filho glorifica o Pai e é glorificado por Ele, isto é, é revelado pelo Pai que o ressuscitou dos mortos. Pela ressurreição chega-se a conhecer o que ele era antes da criação do mundo (cf. Jo 1, 1). Por essa comunhão, o Pai deu ao Filho o poder de conceder a vida eterna. A vida eterna dada pelo Filho é comunhão com o Pai e com aquele que ele enviou, Jesus Cristo; é participação na vida divina; é uma vida dada para além da morte.

Dia 22 - segunda-feira: At 19,1-8; Sl 67(68); Jo 16,29-33.

Os discípulos passam da incredulidade e da incompreensão à fé e à compreensão da origem de Jesus. No entanto, essa compreensão alcançará sua plenitude quando ela se exprimir da firmeza da fé e na lealdade a Deus. A reação de Jesus frente à observação dos discípulos parece um tanto irônica: “Credes agora?”. A pergunta de Jesus pode ter ao menos dois significados: ela pode denunciar a pretensão dos discípulos de imaginarem ter compreendido o mistério de Jesus Cristo, enviado do Pai, ou, ainda, declarar que eles permanecem mergulhados na ignorância. O que os discípulos precisam compreender é que somente a experiência mediada pelo Espírito Santo é que pode fazer compreender o mistério presente nas palavras e nos gestos de Jesus. É exatamente nisto que consiste a promessa de Jesus para depois da ressurreição (cf. Jo 16,12-15). A falta de fé é uma das causas do medo. É preciso pela fé vencer o medo da morte. Os discípulos terão que passar pela dura prova da paixão e morte de Jesus para poderem chegar à verdadeira fé. Se Jesus que conhece profundamente os seus discípulos prevê que eles o abandonarão, ele também sabe por experiência que o Pai estará sempre com ele. A vitória do Cristo ressuscitado deve sustentar o testemunho e a missão dos discípulos frente às dificuldades e às resistências que deverão enfrentar.

Dia 20 - sábado: At 18,23-28; Sl 46(47); Jo 16,23-28.

É por meio de Jesus Cristo que se deve apresentar súplicas a Deus. Este é o esquema básico da oração litúrgico-cristã. Com a ressurreição de Jesus Cristo e a descida do Espírito Santo, é inaugurada, podemos dizer, uma nova etapa na história da salvação, a saber, o tempo da Igreja, o tempo do testemunho. Essa nova etapa da história da salvação é também o tempo da “palavra aberta”, isto é, o tempo em que as palavras de Jesus, sua mensagem, adquirem seu sentido pleno e a sua compreensão. No tempo de sua vida terrestre, a mensagem de Jesus era enigmática. No tempo da ressurreição, ela ganha uma luz tão grande que tudo faz sentido. Se no tempo de sua vida terrestre as pessoas não chegaram a compreender a verdadeira identidade e origem de Jesus, agora, pelo Espírito Santo, no tempo da “palavra aberta”, é compreendida a mensagem de Jesus sem figuras nem sombras: “eu saí do Pai e vim ao mundo. De novo, deixo o mundo e volto para o Pai.” No tempo da Igreja, o testemunho deve ser vivido na alegria, que é dom de Jesus Cristo Ressuscitado, e na confiança em Deus, atitude essa que deve ser expressa na oração permanente.

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