top of page

LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

Deixe o seu comentário

Agradecemos a sua mensagem

Dia 26 - sexta-feira: At 25,13-21; Sl 102(103); Jo 21,15-19.

Jesus ressuscitado, manifestado aos discípulos às margens do mar da Galileia, põe a Pedro, e a cada um de nós, uma pergunta fundamental: Tu me amas? Sem amor não há escuta, obediência, seguimento nem missão. Ao longo de todo o relato joanino, até o capítulo vinte e um, Simão Pedro não é apresentado como um homem de fé, ou como modelo do homem de fé. O autor do Evangelho mantém o seu binômio “Simão Pedro”, significando, assim, a ambiguidade entre o velho e o novo, entre o homem de fé e o da dúvida, entre o desejo de fidelidade e a fraqueza da negação, entre o amor e a frustração. Na última ceia, ele resiste em deixar Jesus lavar os seus pés; na casa do sumo sacerdote, ele nega conhecer e fazer parte do grupo de discípulos de Jesus, ele que tinha dito que daria a sua vida por Jesus; ele depende sempre do “discípulo que Jesus amava” para reconhecer o Senhor presente e atuante na vida deles. A missão de Pedro, como a missão de toda a Igreja, está fundada num amor que antecede tudo e todos. Somente o amor incondicional à pessoa de Jesus, provado pela paixão e morte do Senhor, experimentado como força de vida pode permitir que o seguimento e a missão confiada pelo Senhor a Simão de apascentar as ovelhas sejam vividos na gratuidade e na entrega generosa. Somente a experiência desse amor, que purifica e perdoa, é que pode conceder como graça a Pedro a disponibilidade de ir aonde o Senhor deseja que ele vá. O sinal da maturidade da fé é deixar-se conduzir pelo Senhor.

Dia 25 - quinta-feira: At 22,30; 23,6-11; Sl 15(16); Jo 17,20-26.

Nesse trecho a longa “oração sacerdotal de Jesus” ganha um tom universal: a súplica é não somente pelos que creem, mas por aqueles que abraçarão a fé, não importa em que tempo da história: Pai Santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra ... (v.20). Há uma unidade, inspirada na união entre o Pai e o Filho, que permanece para além de um tempo determinado da história. A unidade deve ser sempre a característica e o desafio da comunidade cristã. A unidade é dom Espírito do Cristo ressuscitado e parte essencial do testemunho cristão. É a unidade o testemunho pelo qual gerações chegarão à fé (cf. v.21). A fé é, fundamentalmente, testemunho. Assim sendo, nós somos uns responsáveis pela fé dos outros e das gerações futuras, pois a adesão dos outros à pessoa de Jesus Cristo depende, em boa parte, de nosso testemunho e da qualidade de nossa vida cristã. A comunhão entre os discípulos, imagem da comunhão entre o Pai e o Filho, oferece às gerações futuras a possibilidade de conhecer que Jesus é o enviado do Pai. Se o mundo não conheceu Deus é em razão do seu fechamento, da resistência e do medo da luz (cf. Jo 1,9-10). Na plenitude dos tempos, Deus se revelou através do seu Filho unigênito que, antes da criação do mundo, estava voltado para ele (cf. Jo 1,1). Em Jesus, é que resplandece a imagem do Deus único e verdadeiro (cf. Jo 14,9). Pelo Filho o Pai se tornou conhecido dos discípulos e eles puderem fazer a experiência de que Deus é amor.

Dia 24 - quarta-feira: At 20,28-38; Sl 67(68); Jo 17,11-19.


A oração que o Filho dirige ao Pai em favor de seus discípulos é que o Pai cuide deles, os protege e os mantenha unidos, como o Pai e o Filho vivem numa perfeita unidade. Unidade não é supressão da diferença. Entre o Pai e o Filho há uma profunda unidade, de modo que Jesus disse a Filipe, “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). No entanto, um é o Pai e o outro Filho. A unidade é o grande desafio da Igreja e da sociedade contemporânea. Efetivamente, quando de sua vida terrestre, Jesus cuidou dos seus discípulos qual um bom pastor cuida de suas ovelhas: conduzindo-as às verdadeiras pastagens, protegendo-as dos inimigos e, finalmente, dando a sua própria vida por elas (cf. Jo 10,1-18). A comunhão de Jesus com o Pai é que permitiu a Jesus realizar a obra do Pai e, por isso, engajar toda a sua vida em realizar a vontade do Pai que ele considera como sendo seu alimento (cf. Jo 4,34). A unidade dos discípulos é fundamental para levar a cabo a missão do Senhor; o apoio mútuo é condição indispensável para não esmorecer diante da perseguição do mundo. Fazer a vontade do Pai e entregar-se para que as ovelhas não se dispersassem e tivessem vida em plenitude é a alegria com que Jesus viveu a sua vida, fazendo-se servo da humanidade inteira. Dessa alegria nós participamos na medida em que cumprimos o mandamento do amor fraterno e nos engajemos na realização da vontade de Deus.


Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (v.15). A súplica não é para retirar os discípulos do mundo, mas, uma vez que estão no mundo, livrá-los da sedução do mal.

Pateo Jesuitas.png

Junte-se à nossa lista de e-mails

De terça a sábado, das 9h às 16h45.

Praça Pátio do Colégio, 02 - Centro Histórico de São Paulo

bottom of page