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LITURGIA DIÁRIA COMENTADA

Reflexões do P. Carlos Alberto Contieri, SJ

Com alegria divulgamos que os comentários da Liturgia Diária do Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ (Diretor do Pateo do Collegio), anteriormente publicados nesta página em versão textual, agora ganharam cor e movimento: uma playlist exclusiva no YouTube e um podcast intitulados "Tua Palavra é luz para os meus passos".

 

Uma nova forma de transmitir da Palavra de Deus disponível no canal do Pe. Contieri no YouTube e no Spotify. E tem mais: o Pe. Contieri agora está no Instagram! Lá você encontrará os comentários da Liturgia Diária em versão textual além de outros conteúdos bíblicos.

 

Links: https://linktr.ee/carlosalbertocontieri.sj

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Dia 30 - terça-feira: Eclo 35,1-15; Sl 49(50); Mc 10,28-31.

A resposta de Jesus ao homem que era possuidor de muitos bens e deseja a vida eterna, deixou os discípulos inseguros e os incitou a um forte questionamento. A afirmação de Pedro deixa entrever o desejo de uma recompensa adequada ao fato de terem deixado tudo para seguirem Jesus. Este diálogo dá a Jesus a possibilidade de afirmar que deixando tudo, em razão do chamado ao seu seguimento, é que se tem o cêntuplo (v. 30). Deixar para ter a plenitude. “Cem vezes mais” não é uma operação matemática; significa que no seguimento de Jesus Cristo tudo adquire sentido para o discípulo, e tudo ocupa o seu devido lugar. A recompensa do discípulo é o chamado a seguir Jesus e o próprio seguimento, pois ele permite a graça de viver a vida do Senhor. A recompensa não é acerto de contas por algo realizado e merecido. Na vida cristã a recompensa é um dom de Deus. A vida eterna, enquanto dom, é a comunhão com o Pai e o Filho (cf. Jo 17, 2.3) no Espírito Santo. Neste sentido, ela não é um dom exclusivo para a “outra vida”, mas uma graça dada na fugacidade do tempo para que se possa desejar esta comunhão na eternidade, onde nossa vida será plenamente transfigurada em Cristo.

Dia 29 - segunda-feira – Maria, Mãe da Igreja: Gn 3,9-15.20; Sl 86(87); Jo 19,25-34.

Depois que Jesus foi preso, Jesus foi abandonado por seus próprios discípulos. Medo, frustração, decepção, tudo isso levou os discípulos a se dispersarem. Mesmo Pedro que havia, quando da última ceia, dito que jamais abandonaria Jesus, foi capaz de negá-lo três vezes. Mas, algumas mulheres, entre elas, a mãe de Jesus, e o discípulo que ele amava, foram até o fim e permaneceram fiéis aos pés da cruz do Senhor. Quem ama não abandona jamais. Maria amou o seu filho até o fim; aos pés de sua cruz, ela mesma experimentou uma dor enorme, como a de uma espada que atravessa a alma. Ela não somente era mãe; ela se tornou discípula fiel capaz de acompanhar o seu filho até a sua cruz. Do alto da cruz, penhor da nossa salvação, Jesus vê as duas pessoas que lhe foram mais próximas: sua mãe e o discípulo que ele amava. Para o evangelho de João, a Igreja nasce aos pés da cruz, através desta palavra do Senhor que revela a mútua pertença: “eis o teu filho ... eis a tua mãe”. Maria, mãe do Senhor, é mãe da Igreja. Modelo de fidelidade, mesmo quando o sofrimento dilacera o coração, ela inspira os cristãos a nunca abandonarem o Senhor. Ao discípulo cabe receber a mãe do Senhor e dela cuidar.

Dia 27 – sábado: At 28,16-20.30-31; Sl 10(11); Jo 21,20-25.

Pedro não deve perder o foco do essencial; o importante é o amor à pessoa de Jesus Cristo, condição do seguimento do Senhor. Cada pessoa, como o discípulo amado, está referida ao especial cuidado do Senhor. A vida do discípulo que Jesus amava está profundamente vinculada ao Senhor. Essa é a característica de todo discípulo: “permanecer em Cristo”. A cada um o Senhor trata de modo particular; respeitando a liberdade de cada pessoa. Não é bom viver à sombra de outro ou de outros (cf. v.22). Na comunidade dos discípulos comparações devem ser evitadas; o mais importante é o seguimento de Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa isso? Tu, segue-me (v.22). O importante, para o leitor, é que as páginas do livro que ele lê é fruto de um testemunho de fé que é verdadeiro (cf. v.24). Verdadeiro também porque nós, ouvintes e leitores do evangelho, podemos experimentar em nós os efeitos do que foi transmitido com o texto sagrado. O muito que o autor do evangelho nos transmitiu nos faz viver na alegria da fé, através da qual nós experimentamos a vida de Deus em nós (cf. vv.24.25). A riqueza insondável do que Jesus ensinou e realizou não se encerra nas páginas do evangelho escrito (cf. v.25). Nem tudo foi retido da tradição oral, é verdade, mas o Ressuscitado continua a agir, a ensinar e instruir os seus discípulos, por seu Espírito que habita em nós.

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