Homilias

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O Pateo do Collegio disponibilizará, a partir do I Domingo da Quaresma, as homilias proferidas pelo Pe. Carlos Contieri, SJ em formato de vídeo.

As homilias poderão ser acessadas pelo nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCd8qIVpJGNqPXHRlVR-8v8g/feed

 

Segue o link da homilia deste domingo:

 

 

Ajude-nos a divulgar!

 

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Preparação para a Quaresma

Oferecer à Comunidade, no Tempo da Quaresma, a oportunidade de um tempo de reflexão e oração que ajude a compreender e a rezar o Mistério de Deus.

Músicos convidados para execução do repertório quaresmal:

Lee Ward (órgão)

Richard Niblet (barítono)

Michel de Paula (flautista)

 

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Preparação para a Quaresma

Oferecer à Comunidade, no Tempo da Quaresma, a oportunidade de um tempo de reflexão e oração que ajude a compreender e a rezar o Mistério de Deus.

Músico convidado para execução do repertório quaresmal: Kenny Simões (órgão)

 

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Textos: Est 4,17; Sl 137(138); Mt 7, 7-12.

 

Na angústia, a rainha Ester recorre ao Senhor (v. 17n), dia e noite, com intensa súplica. Efetivamente, somente o Senhor da vida pode nos livrar do que ameaça nossa existência e nossa vida de fé, e transformar o luto em alegria, as dores em bem-estar (cf. v. 17hh). Que belo exemplo de oração.

O texto do evangelho deste dia é um convite à oração de súplica confiante; nesse tipo de oração nós confessamos nossa própria miséria uma vez que nós não podemos nos dar o que nós pedimos, nem sabemos se o que nós desejamos é o que Deus quer para a nossa vida. É necessário, no entanto, empenho para conhecer a vontade de Deus. Nosso texto de hoje, é parte do sermão da montanha (Mt 5-7) em que que Jesus é apresentado como o intérprete da Lei de Moisés. Mas, por que pedir se Deus sabe tudo e conhece profundamente cada pessoa (cf. Sl 138)? Em primeiro lugar, a súplica vale para nós, isto é, ela nos permite reconhecer que tudo o que é bom para a vida do ser humano procede do Pai (v. 11). Em segundo lugar, porque a súplica em favor das necessidades dos outros e das suas próprias, abre a pessoa de fé para a relação filial com Deus Pai, que é a fonte de todo verdadeiro bem. A regra de ouro citada no v. 12, bem anterior ao Novo Testamento, é não somente conclusão do trecho em questão, mas de toda a seção do sermão da montanha que trata da conduta a ser adotada em relação ao próximo. A regra de ouro é uma regra de solidariedade, que possibilita a convivência pacífica e respeitosa, anterior ao nosso texto e conhecida no mundo pagão. Eclo 31,14-15 apresenta um exemplo de aplicação dessa regra: Não estendas a mão para onde teu hospedeiro olha, reflete sobre essas coisas.

Nenhuma de nossas súplicas a Deus cai por terra, pois ele se interessa pela nossa vida; os nossos sofrimentos, angústias e gritos ele os vê e os escuta. Mas, seria um grande equívoco de nossa parte pensar que Deus tem obrigação de nos conceder o que pedimos ou que nós tenhamos algum direito sobre a sua graça. A nossa súplica deve ser cheia de confiança e entrega, pois é Deus quem sabe o que é melhor e em que tempo conceder o que ele julgar ser bom para nós. A Rainha Ester, vendo sua vida ameaçada, suplica a Deus nestes termos: Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor (Est 4, 7q). Há quem diga: “se eu pedir com fé, Deus me concederá”. O que Deus nos dá, ele o faz porque ele é bom, não em razão de nossa fé. Nossa fé, a que recebemos dos Apóstolos, abre o coração para receber generosamente o que é de Deus; ela não pode se constituir em objeto de troca ou pressão sobre Deus. Nós podemos fazer nossas as palavras do salmista: Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma (Sl 137(138), 2).

P. Carlos A. Contieri, SJ.

 

 

 

 

 

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Em virtude do início do Tríduo Pascal, o Pateo do Collegio estará fechado a partir desta quinta-feira,  dia 24/03, até domingo, dia 27/03.

Convidamos a todos a participarem das Celebrações:

Programação Tríduo Pascal

 

 

 

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Textos: 2Sm 7,4-5a.12-14a.16; Sl 88(89); Rm 4,13.16-18.22; Mt 1,16.18-21.24a ou Lc 2,41-51a.

José, “esposo de Maria”: assim a Igreja se refere a S. José. Maria e José, eram pessoas entregues a Deus; eram judeus praticantes. Se de Maria nós podemos dizer que é a mulher da escuta da palavra e do “sim” à vontade de Deus, de José não o é diferente. Os evangelhos de Mateus e Lucas, nos relatos da infância de Jesus, reservam a ele umas poucas linhas. Nenhuma palavra ou diálogo são atribuídos a José; nos dois evangelhos se diz dele, mas ele nunca toma a palavra para dizer algo de si, de outrem ou de qualquer coisa. Homem do silêncio. A afirmação fundamental é de que ele era “justo”. Para Bíblia, “justo” é a pessoa que cumpre de modo irrepreensível os mandamentos, e vive a sua vida segundo os preceitos do Senhor. Justo é o obediente a Deus. Em Mateus, se diz que ele fez tudo conforme o anjo lhe havia dito em sonho (Mt 1,24; 2,13-14.19-23). O pouco que se diz dele é suficiente, no entanto, para reconhecer a razão para a eleição de ser o “pai adotivo” do Filho único de Deus: sua fidelidade e docilidade para se deixar orientar e conduzir pelo desígnio de Deus. Aos doze anos Jesus é encontrado no Templo; é a idade da maturidade religiosa em que Jesus, como todos os meninos da sua idade, se tornam “filhos do preceito”. A permanência do menino Jesus no Templo serve para o leitor saber que a vida de Jesus, desde a sua origem, está enraizada no Pai; toda a sua vida se destina a realizar a vontade de Deus. Se por ora, seus pais segunda a carne, Maria e José, não compreendem, é porque eles têm de percorrer o caminho do seu filho para que à luz da ressurreição eles possam compreender, sem sombra, a verdadeira identidade e missão daquele que eles geraram.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

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Textos: Jr 20, 1-13; Sl 17(18); Jo 10, 31-42.

 

A vida de Jesus é continuamente ameaçada de morte: … pegaram pedras para apedrejar Jesus (v. 31.32.33). Não obstante isso, Jesus persiste no seu caminho para o Pai, na fidelidade à vontade de Deus, que ele tem como sustento de sua vida (cf. Jo 4, 34). A acusação dos judeus contra Jesus é a “blasfêmia” (cf. v. 33). Blasfêmia é falar contra Deus. Ora, quem resiste à mensagem de Jesus e fala contra ele é que blasfema. No capitulo 6, à pergunta da multidão sobre o que fazer para trabalhar nas obras de Deus (v. 28), Jesus responde que há uma questão fundamental que precede todo agir: crer no Enviado de Deus (v. 29). Para os judeus do nosso texto não são as boas obras o objeto da perseguição e das suas tentativas homicidas, mas a blasfêmia. Ora, para Jesus agir e falar estão intimamente unidos. As obras que ele realiza e, definitivamente, o Pai, é que dão testemunho dele. Ainda no capítulo 6, é apontada a dificuldade de os judeus discernirem as obras de Jesus, de reconhecerem nelas sinais, isto é, manifestação do Espírito e da divindade de Jesus, que remetem ao mistério de Deus (cf. v. 26). A causa da rejeição é, na verdade, a falta de fé, apontada no capítulo 9 como “cegueira”. Jesus, é bom notar, não se entrega facilmente nas mãos dos judeus; busca, sem covardia nem medo, preservar a própria vida (cf. 10, 39). A divisão entre os que rejeitam Jesus e os que creem nele, mostra a ambiguidade própria do sinal que, por isso mesmo, precisa ser discernido.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 

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Textos: Gn 17, 3-9; Sl 105(104); Jo 8, 51-59.

 

O trecho do evangelho de hoje é a conclusão da controvérsia entre Jesus e os judeus, no Templo de Jerusalém, antes da Páscoa. Guardar a palavra significa pô-la em prática. A palavra do Senhor é um sopro que faz viver. Permitir que essa palavra viva em nós e pô-la em prática é experimentar a vitória da vida sobre toda realidade de morte, que muitas vezes e em diversas situações habita o coração do ser humano. Somente Deus pode fazer viver não obstante as circunstâncias que nos cercam. Pela palavra do Senhor nos é dado o Espírito de vida. No diálogo de Jesus com Nicodemos, ele diz: Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3, 16). Por isso, para o leitor que ouve a crítica dos judeus (cf. vv. 52-53), a conclusão não pode ser outra senão a de que eles blasfemam, ou, no dizer de Jesus, “mentirosos” (v. 55), encerrados na dificuldade de ouvir atenta e detidamente as palavras de Jesus. Em razão dessa verdadeira surdez espiritual, eles fazem um juízo precipitado acerca daquilo que move e orienta toda a vida de Jesus. O nó de toda a controvérsia está no fato de que o filho não busca a própria glória, ao passo que certas pessoas, cristãos e judeus, no interior de sua própria fé e usando-a como justificativa buscam a sua própria glória. Essa busca de si é destrutiva e desagregadora  porque tem uma motivação religiosa equivocada. É o Filho que ensina a buscar a glória do Pai, isto é, o rosto misericordioso de Deus.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

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Textos: Dn 3, 14-20.24.49.91-92.95; Sl=Dn 3; Jo 8, 31-42.

 

Diante da pessoa de Jesus os judeus se dividiam. Se há os que lhe faziam forte oposição e gritarão a sua condenação à morte, há também os que passaram a crer nele. São estes os destinatários desta parte do discurso de Jesus: Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado… (v. 31). No entanto, esses judeus que passaram a acreditar em Jesus continuam na dificuldade de se abrirem ao seu ensinamento e compreenderem em profundidade a sua mensagem, e viverem dessa verdade. A fé de Israel deveria abri-los à novidade de Deus revelada em Jesus Cristo. Pois, a verdade que liberta é a verdade de Deus revelada em Jesus. Essa verdade liberta de uma imagem equivocada e severa de Deus que arranca do coração do ser humano a alegria de viver em Deus. Verdade, aqui, não é movimento do intelecto que busca o acordo entre conceito e realidade, mas algo recebido na fé e que vem da escuta atenta da Palavra encarnada de Deus. É Jesus Cristo, caminho, verdade e vida que liberta da escravidão causada pelo pecado. É essa verdade recebida como dom que permite ao ser humano não se tornar prisioneiro de sua própria mentalidade, inclusive. Como verdade, ela ilumina e orienta a vida em Deus e para Deus.

P.Carlos Alberto Contieri, SJ.

 

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