Concertos de Dezembro

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Missa em sol Maior – F. Schubert
Cantique de Jean Racine – G. Faurè

Solistas
Soprano: Gina Falcão
Tenor: Gustavo Fernandes
Barítono: André Heryson

Piano
Adriana Gesso.

Coral Vozes Paulistanas
O Coro foi criado em 2005 por Teresa Longatto e seus alunos com os objetivos de divulgar a música brasileira do século XVIII ao XX; buscar a interpretação fiel da música popular brasileira com influência do choro, maxixe e polca e promover compositores importantes do período, tais como José Maurício Nunes Garcia, André da Silva Gomes, Manuel Dias de Oliveira e aqueles pouco conhecidos.

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Em comemoração ao Ano Mariano Nacional, com a participação do Coro da Arquidiocese de Campinas.

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Textos: Jr 20, 1-13; Sl 17(18); Jo 10, 31-42.

 

O texto do profeta Jeremias é um trecho de um conjunto de escritos que denominamos de autobiográficos. Se o profeta se vê caluniado e perseguido pelos seus próprios conterrâneos por causa da palavra que Deus colocou em sua boca, ele também se sente encorajado a continuar falando por inspiração de Deus, pois, ele mesmo o diz: “o Senhor está ao meu lado como um forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha (Jr 20, 11).

A vida de Jesus é continuamente ameaçada de morte: … pegaram pedras para apedrejar Jesus (v. 31.32.33). Não obstante isso, Jesus persiste no seu caminho para o Pai, na fidelidade à vontade de Deus, que ele tem como sustento de sua vida (cf. Jo 4, 34). A acusação dos judeus contra Jesus é a “blasfêmia” (cf. v. 33). Blasfêmia é falar contra Deus. Ora, quem resiste à mensagem de Jesus e fala contra ele é que blasfema. No capitulo 6, à pergunta da multidão sobre o que fazer para trabalhar nas obras de Deus (v. 28), Jesus responde que há uma questão fundamental que precede todo agir: crer no Enviado de Deus (v. 29). Para os judeus do nosso texto não são as boas obras o objeto da perseguição e das suas tentativas homicidas, mas a blasfêmia. Ora, para Jesus agir e falar estão intimamente unidos. As obras que ele realiza e, definitivamente, o Pai, é que dão testemunho dele. Ainda no capítulo 6, é apontada a dificuldade de os judeus discernirem as obras de Jesus, de reconhecerem nelas sinais, isto é, manifestação do Espírito e da divindade de Jesus, que remetem ao mistério de Deus (cf. v. 26). A causa da rejeição é, na verdade, a falta de fé, apontada no capítulo 9 como “cegueira”. Jesus, é bom notar, não se entrega facilmente nas mãos dos judeus; busca, sem covardia nem medo, preservar a própria vida (cf. 10, 39). A divisão entre os que rejeitam Jesus e os que creem nele, mostra a ambiguidade própria do sinal que, por isso mesmo, precisa ser discernido.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

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Preparação para a Quaresma

Oferecer à Comunidade, no Tempo da Quaresma, a oportunidade de um tempo de reflexão e oração que ajude a compreender e a rezar o Mistério de Deus.

Músicos convidados para execução do repertório quaresmal:

Lee Ward (órgão)

Richard Niblet (barítono)

Michel de Paula (flautista)

 

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Textos: Dn 13, 1-9.15-17.19-30.33-62; Sl 22(23); Jo 8, 1-11.

 

A longa história do livro de Daniel apresenta duas ideias fundamentais: o ser humano para satisfazer seus próprios interesses se deixa levar pela inclinação má do coração e é capaz do mal tramando a morte do inocente. Mas, Deus não se deixa enredar nem pela aparência nem tampouco por palavras traiçoeiras; Deus “salva os que nele esperam” (Dn 13, 60).

Jesus é um Rabbi itinerante; onde quer que ele esteja ou passe, ele aproveita para ensinar, inclusive no Templo de Jerusalém (cf. v. 1). O seu modo de viver, de se relacionar com Deus e com as pessoas é, em si mesmo, um ensinamento.  Os escribas e os fariseus procuram sempre armar uma armadilha para terem do que acusar Jesus. A questão posta por eles a Jesus é a da pena capital de apedrejamento para a mulher, anônima para o leitor, surpreendida em adultério (ver: Lv 20,10; Dt 22,22-24). Quem poderia defender aquela mulher? Quem a poderia perdoar e com que argumento? Que esperança para ela? A lei de Deus foi dada por ele a seu povo para proteger a vida e a liberdade. Como tirar, então, a vida de alguém? O tom, evidentemente, é de provocação e desafio. A primeira resposta de Jesus é o silêncio e um gesto simbólico que mostra sua irritação e indignação diante da falta de misericórdia e da dureza de coração (cf. v. 6). Mas, não compreenderam nem se contentaram com o gesto. Diante da insistência deles, Jesus traduz o gesto em palavras que revelam a verdade sombria de cada um: Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra (v. 7). Por isso, eles vão se retirando um a um. A mulher, agora, tem diante de si a vida, somente o Senhor da vida, aquele que tem a “palavra de vida eterna”. A misericórdia venceu a dureza do coração e fez emergir o verdadeiro rosto de Deus. A palavra do Senhor liberta e revela o rosto misericordioso de Deus, oferecendo a possibilidade de uma vida transformada pelo amor (cf. vv. 10-11). Ademais, há um outro pecado, muito mais grave, a saber, a idolatria, considerada um verdadeiro adultério (cf. Ez 16; Os 2). Não há, diante de Deus, para ninguém, fim de linha: Ninguém te condenou? (…) Eu também não te condeno. A misericórdia de Deus não é consentimento com o pecado que desfigura e escraviza o ser humano; ela abre para a pessoa perdoada a possibilidade de uma vida nova: Vai e, de agora em diante, não peques mais (v. 11).

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 

 

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Textos: Jr 11, 18-20; Sl 7; Jo 7, 40-53

 

Como o profeta Jeremias, Jesus vive por parte das pessoas, membros do seu próprio povo, admiração, dúvidas, perseguição, ameaças de morte. Por mais dura que seja a realidade, o profeta permanece fiel à Palavra de Deus; Jesus, por sua vez, não admite renunciar em fazer a vontade de Deus, pois ela é seu alimento (cf. Jo 4, 34), o que sustenta a sua vida e missão.

A presença de Jesus, seu ensinamento e ações, divide as pessoas no que diz respeito à sua identidade. Os que passam a crer em Jesus, por causa dos sinais que ele realiza, passam a ser hostilizados. Nem mesmo os soldados ousaram pôr as mãos sobre Jesus para prendê-lo. O leitor sabe, não obstante a instigação dos fariseus, de que o que os soldados experimentaram ouvindo Jesus não era ilusão, mas a verdade. A admiração dos soldados se deve à “força” do ensinamento de Jesus: o que ele dizia fazia plenamente sentido:  Ninguém jamais falou assim (v. 46). Nicodemos, fariseu e membro do Sinédrio, é um dos personagens importantes do quarto evangelho. Nele nós vemos refletido todos os que empreendem o itinerário de amadurecimento da fé (Jo 3, 1-21). Tendo ido procurar Jesus, à noite, é ele que, agora, sai em sua defesa. Ouvir de verdade Jesus é oferecer a Deus a possibilidade de ser transformado por ele. Por isso, Nicodemos que ouviu longamente o Senhor convida em vão os chefes do povo a fazerem o mesmo. Se da Galileia não havia surgido profeta, não é o caso agora, pois, é de lá quem vem o verdadeiro profeta, e mais do que um profeta, o próprio Verbo de Deus que escolheu a nossa humanidade como lugar de sua habitação. No caso do evangelho, os que examinam a Escritura são prisioneiros da letra em detrimento do Espírito que sopra onde e quando quer, e fazem da Escritura refém de sua ideologia.

P.Carlos Alberto Contieri, SJ.

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