QUINTA-FEIRA III DA QUARESMA A.D. 2016

Exemple

Textos: Jr 7, 23-28; Sl 94(95); Lc 11, 14-23.

 

Enquanto sobe para Jerusalém, Jesus vai semeando a vida, não obstante a resistência de seus opositores. O leitor do evangelho está melhor informado do que os que fazem oposição a Jesus, pois ele sabe, pelo relato do batismo, que Jesus foi revestido do Espírito Santo (cf. 3, 21-22; 4, 1.18). Por isso, causa estranheza quando aqueles anônimos fazem a afirmação contrária. O mal que, enigmaticamente, age no ser humano distorce a palavra e torna difícil a comunicação. Um exemplo disso é o relato da torre de babel (Gn 11, 1-9). Efetivamente, o mal confunde, impede de falar bem e de bem falar. A palavra é dada ao homem para a sua comunicação com seu Criador e com os seus semelhantes. A palavra adquire seu pleno sentido no bem dizer e no dizer o bem. O mal interrompe esta comunicação. Jesus, no entanto, restabelece pela sua presença tal intercâmbio. Na segunda parte de sua obra, Lucas diz que é o Espírito Santo quem faz falar as maravilhas de Deus (cf. At 2, 1-11) e dá à palavra seu verdadeiro sentido. Expulsando o demônio que impedia de falar, Jesus faz o mudo renascer para a palavra. Considerar que é por Beelzebul que Jesus expulsa os demônios é um juízo distorcido, equivocado, falta de discernimento. É confundir o Espírito Santo com Beelzebul. Eis aí o verdadeiro mal!

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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