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Liturgia Diária 26/05

Dia 26 - sexta-feira: At 25,13-21; Sl 102(103); Jo 21,15-19.

Jesus ressuscitado, manifestado aos discípulos às margens do mar da Galileia, põe a Pedro, e a cada um de nós, uma pergunta fundamental: Tu me amas? Sem amor não há escuta, obediência, seguimento nem missão. Ao longo de todo o relato joanino, até o capítulo vinte e um, Simão Pedro não é apresentado como um homem de fé, ou como modelo do homem de fé. O autor do Evangelho mantém o seu binômio “Simão Pedro”, significando, assim, a ambiguidade entre o velho e o novo, entre o homem de fé e o da dúvida, entre o desejo de fidelidade e a fraqueza da negação, entre o amor e a frustração. Na última ceia, ele resiste em deixar Jesus lavar os seus pés; na casa do sumo sacerdote, ele nega conhecer e fazer parte do grupo de discípulos de Jesus, ele que tinha dito que daria a sua vida por Jesus; ele depende sempre do “discípulo que Jesus amava” para reconhecer o Senhor presente e atuante na vida deles. A missão de Pedro, como a missão de toda a Igreja, está fundada num amor que antecede tudo e todos. Somente o amor incondicional à pessoa de Jesus, provado pela paixão e morte do Senhor, experimentado como força de vida pode permitir que o seguimento e a missão confiada pelo Senhor a Simão de apascentar as ovelhas sejam vividos na gratuidade e na entrega generosa. Somente a experiência desse amor, que purifica e perdoa, é que pode conceder como graça a Pedro a disponibilidade de ir aonde o Senhor deseja que ele vá. O sinal da maturidade da fé é deixar-se conduzir pelo Senhor.

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