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Liturgia Diária 24/05

Dia 24 - quarta-feira: At 20,28-38; Sl 67(68); Jo 17,11-19.


A oração que o Filho dirige ao Pai em favor de seus discípulos é que o Pai cuide deles, os protege e os mantenha unidos, como o Pai e o Filho vivem numa perfeita unidade. Unidade não é supressão da diferença. Entre o Pai e o Filho há uma profunda unidade, de modo que Jesus disse a Filipe, “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). No entanto, um é o Pai e o outro Filho. A unidade é o grande desafio da Igreja e da sociedade contemporânea. Efetivamente, quando de sua vida terrestre, Jesus cuidou dos seus discípulos qual um bom pastor cuida de suas ovelhas: conduzindo-as às verdadeiras pastagens, protegendo-as dos inimigos e, finalmente, dando a sua própria vida por elas (cf. Jo 10,1-18). A comunhão de Jesus com o Pai é que permitiu a Jesus realizar a obra do Pai e, por isso, engajar toda a sua vida em realizar a vontade do Pai que ele considera como sendo seu alimento (cf. Jo 4,34). A unidade dos discípulos é fundamental para levar a cabo a missão do Senhor; o apoio mútuo é condição indispensável para não esmorecer diante da perseguição do mundo. Fazer a vontade do Pai e entregar-se para que as ovelhas não se dispersassem e tivessem vida em plenitude é a alegria com que Jesus viveu a sua vida, fazendo-se servo da humanidade inteira. Dessa alegria nós participamos na medida em que cumprimos o mandamento do amor fraterno e nos engajemos na realização da vontade de Deus.


Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (v.15). A súplica não é para retirar os discípulos do mundo, mas, uma vez que estão no mundo, livrá-los da sedução do mal.

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