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Liturgia Diária 08/05

Dia 8 - segunda-feira: At 14,5-18; Sl 113B(115); Jo 14,21-26.

O amor não é uma ideia nem se reduz ao sentimento do indivíduo. “O amor se põe mais em gestos que em palavras” (S. Inácio de Loyola). O amor de Deus precede e está na origem de todas as coisas; está na origem da encarnação do Filho único de Deus; é por amor que Deus entregou o seu Filho, e é por amor “até o fim” (cf. Jo 13,1), que o Filho aceitou viver a paixão e a morte numa cruz. Essa força do amor de Deus deve repercutir na vida do cristão: o primeiro na vida cristã não é fazer algo por alguém; o primeiro é aceitar que se é amado e escolhido por Deus. O agir em favor de alguém é fruto do reconhecimento desse amor primeiro de Deus (1Jo 4,19). Daí que para o cristianismo, o amor não é uma ideia, nem boas intenções. O amor é um modo de viver. Amar Jesus, como diz o evangelho de hoje, é acolher e viver sua palavra (vv. 21.23.24). O mundo a que Judas se refere é tudo o que se opõe ao desígnio salvífico de Deus; é símbolo do fechamento do ser humano ao Deus revelado em Jesus Cristo. É em razão desse fechamento e da recusa em ouvir a palavra de Jesus que o mundo não é capaz de reconhecer a manifestação de Deus em Jesus. O Espírito Santo prometido será para os discípulos um “Defensor”, pois, sua missão é, comparativamente, a de hermeneuta, de intérprete das palavras e gestos de Jesus. É o Espírito Santo, enviado pelo Pai, quem fará os discípulos compreenderem o sentido de toda a existência de Jesus.

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