Pateo do Collegio – Linha do tempo

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1553

P. Manuel da Nóbrega após realizar visita ao planalto do Inhambussu (aquele que se vê ao longe) decide ali iniciar uma nova missão para a Companhia de Jesus. Este planalto é cercado por dois rios, Anhangabaú (rio do Deus Anhangá) e Tamanduateí (rio dos Tamanduás). Devido ao fenômeno ocorrido na várzea do rio Tamanduateí, o local passa a ser conhecido como Piratininga (Peixe Seco).

1554

Com a intenção de ensinar e catequizar os indígenas que viviam neste planalto de Piratininga, os jesuítas constroem a primeira escola, feita de pau a pique (técnica de construção com barro, bambu e palha).

1556

Devido ao crescimento do vilarejo, uma escola e igreja foram construídas de taipa de pilão (técnica de construção com barro, plantas, estrume e sangue de animais) pelo P. Afonso Brás, SJ, com equipe organizada e chefiada pelo líder indígena Tibiriçá.

1585

Uma área transversal de taipa de pilão foi construída (parte da parede pode ser vista no jardim do Pateo). A vila de São Paulo foi oficialmente criada e a primeira igreja da Sé foi construída.

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1624

No dia 24 de janeiro Fernão Dias Pais e sua esposa Catarina Camacha doam aos padres do Colégio de São Paulo de Piratininga os indígenas que desceram do sertão e sua fazenda em Mboy.

1632

Fernão e sua esposa desistem da doação das terras e fazem uma “escritura de destrato”.

1640

Devido à tentativa de impedir a escravidão dos indígenas pelos moradores da Capitania de São Vicente, os jesuítas são expulsos de seus colégios (São Paulo, Santos e São Vicente) pelos administradores dessas vilas.

1644

Nasce o P. Belchior de Pontes, SJ, na atual região do Pirajussaraque fica entre os municípios de São Paulo e Taboão da Serra.

1650

Após a primeira expulsão dos jesuítas em 1640 pelos bandeirantes (exploradores de territórios que queriam escravizar indígenas), a escola e a igreja estão muito prejudicadas devido a não conservação do prédio.

1651

Fernão Dias Pais faz testamento e institui como sua herdeira Catarina Camacha. Neste testamento ele deixa alguns bens aos padres da ordem de Nossa Senhora do Carmo.

1653

Os jesuítas voltam para São Paulo em 1653, 13 anos após a primeira expulsão, com o auxílio de Fernão Dias Pais e Catarina Camacha (doadores das terras de Embu).

1655

Após a morte de seu marido, Catarina Camacha faz seu testamento e institui como seu herdeiro o reitor do Colégio de São Paulo de Piratininga. Este testamento só seria aprovado em 1668.

1663

Devido às demandas e dúvidas em relação aos testamentos e às doações feitos até então pelo casal, os jesuítas e os carmelitas fazem acordo a respeito das terras de Mboy, ficando essas com os padres jesuítas.

1668

Catarina Camacha confirma a doação das terras de Mboy aos padres da Companhia de Jesus e exige que seus herdeiros conservem a igreja dedicada à Virgem do Rosário que havia em sua fazenda, solenizando o seu dia.

1670

Padre Belchior de Pontes é aceito na Companhia de Jesus.

1678

A Câmara de São Paulo cita a existência dos aldeamentos de Mboy e Carapicuíba como fazendas ou sítios dos padres do Colégio de São Paulo.

1680

Os padres reconstroem o Colégio de São Paulo, a igreja e a torre são refeitas de taipa de pilão, pedras e cal. A construção durou até 1694.

1689

As aldeias de Mboy e de Itapecerica juntas somam 900 habitantes.

1692

O P. Belchior de Pontes aparece nos catálogos jesuíticos como superior da Aldeia de Carapicuíba.

1695

A Câmara de São Paulo proíbe que sejam alugados os serviços dos indígenas do aldeamento de Mboy.

1698

A construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário teria sido iniciada após essa data pelo P. Belchior de Pontes.

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1711

São Paulo se tornou oficialmente uma cidade.

1719

Morre o P. Belchior de Pontes.

1720

O P. Domingos Machado é superior do aldeamento de Mboy.

1735

Carta Ânua faz menção de que a Capela-mor e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário teriam sido refeitas.

1748

O P. Domingos Machado é o superior do aldeamento de Mboy.

1755

Padre José do Valle é o superior do aldeamento de Mboy.

1757

Atendendo à medida geral adotada pela Companhia de Jesus, é construída uma cripta na Igreja do Colégio de São Paulo de Piratininga.

1759

Padre Thomaz de Villanova e o P. Jozé de Castilho são os responsáveis pelo aldeamento de Mboy.

1759

Pela segunda vez os jesuítas são expulsos, desta vez de todas as colônias portuguesas pelo Marquês de Pombal que por razões políticas confiscou todos os bens dos jesuítas.

1760

Devido à expulsão dos jesuítas, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário é confiada ao clero secular sendo o P. Ignácio Rodrigues Barbosa o primeiro padre Diocesano a assumir. Ele serviu em Mboy nos anos de 1760, 1764 e de 1768 a 1791.

1765

O antigo colégio, que desde a expulsão funcionava como residência da Arquidiocese, é transformado em Palácio dos Governadores. A antiga construção jesuítica, de 1680, começa a ser modificada.

1768

Data da primeira inscrição feita na porta da Sacristia da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Foram inscritos um total de 18 falecimentos e um nascimento entre os anos de 1768 e 1777, que podem ser vistas até hoje.

1776

O edifício do antigo Colégio de São Paulo sofre as primeiras grandes reformas na fachada para abrigar a sede do governo de Morgado de Mateus.

1795

Mboy é elevada à categoria de freguesia com vigário próprio. Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o padre diocesano José Joaquim da Silva que ficará até 1807.

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1808

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o padre diocesano Jozé Jacintho Pereira.

1816

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o padre diocesano André Joaquim da Silva Macaré que ficará até 1823. Atualmente é atribuída a este padre a confecção das seguintes imagens do museu: Nossa Senhora das Dores, Senhor dos Passos e a Santa Ceia.

1818

O primeiro registro iconográfico do Pateo do Collegio foi registrado por Thomas Ender.

1824

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário como vigário colado o padre diocesano Alexandre Jesus de Azevedo até 1827.

1825

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o padre diocesano Raphael Antonio de Barros.

1828

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o padre diocesano André Joaquim da Silva Macaré que ficará até 1843.

1843

Os jesuítas conseguem retornar para o Brasil, mas ainda ficam longe de suas antigas casas e colégios.

1843

Desta data até 1881, a paróquia de Mboy está anexada à Freguesia de Itapecerica, que no período pertencia ao então município de Santo Amaro.

1877

Inicia-se a urbanização em volta do pátio do antigo colégio dos jesuítas estimulada pela plantação do café no Estado de São Paulo. Em menos de 100 anos, a cidade de São Paulo cresceu muito mais do que havia crescido nos últimos 300 anos.

1880

Cria-se o distrito de paz de Mboy subordinado à Itapecerica da Serra.

1881

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o Vigário José Maria Tedeschi até 1883.

1882

A Paróquia de Mboy é canonicamente instituída.

1884

A igreja de Nossa Senhora do Rosário servia de cemitério até esta data.

1891

O espaço antes utilizado como pátio do colégio dos jesuítas se transforma em praça.

1896

A Igreja de Bom Jesus, administrada pela Diocese na ausência dos jesuítas, é demolida. O antigo pátio do colégio, terreno a frente do antigo colégio de São Paulo dos Jesuítas passa a ser conhecido como Largo do Palácio.

A edificação denominada Palácio do Governo teve a ala perpendicular à igreja demolida e a ala anteriormente pertencente ao colégio ganhou uma fachada em estilo neoclássico na sua entrada principal.

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1903

Assume a Igreja de Nossa Senhora do Rosário o Vigário provisionado João Baptista Argenta até 1905.

1904

A torre foi reformada e uma nova área transversal construída. A Rua Boa Vista foi inaugurada e a velha igreja da Sé foi demolida.

1905

Passou a paróquia de Nossa Senhora do Rosário, por anexação, à jurisdição do Vigário de Cotia.

1908

Término da construção do torreão do Palácio.

1909

O Arcebispo Metropolitano, Dom Duarte Leopoldo e Silva realiza visita canônica à Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

1925

Instalação do monumento comemorativo da fundação de São Paulo, esculpido em 1913 por Amadeu Zani (Itália, 1869- Brasil, 1944) no largo do Palácio.

1929

O largo do Palácio que passa a ser chamado de Praça Pátio do Colégio.

1930

Transferência definitiva do governo de São Paulo para os Campos Elíseos. A Secretaria da Educação passa a ocupar o prédio; perda total da identidade não se trata mais de um marco político e administrativo.

1937

O poeta Mário de Andrade visita a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

21/10/1938 — O IPHAN, através da indicação do poeta Mário de Andrade, realiza o tombamento da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e de seu acervo.

1940

Início das obras de restauro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário que será realizado pelo arquiteto Luís Saia até 1941. Após este período a igreja permanecerá fechada até 1948.

1945

Coleta de quatro mil assinaturas solicitando o restabelecimento do colégio dos jesuítas (livro entregue ao interventor de São Paulo, Dr. Fernando Costa).

1948

A Fundação Maria Auxiliadora recebe do Arcebispo de São Paulo a posse da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para realizar ali obras de assistência social.

1953

Nas proximidades das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo e com as grandes festividades que isso proporcionaria, é constituída uma comissão para construção de um memorial aos fundadores da cidade de São Paulo, no local onde a cidade nasceu, no antigo colégio dos padres jesuítas. Para isso é retomado o documento com 4000 assinaturas, solicitando o restabelecimento do colégio as inacianos. O sítio histórico da fundação de São Paulo é então devolvido aos jesuítas, como um dos marcos iniciais da comemoração dos 400 anos da cidade, em 1954. O prédio do antigo Palácio dos Governadores, em completo abandono é demolido.

1954

IV Centenário da Cidade de São Paulo, Em 21/01/1954 o governador Lucas Garcez promulgou a lei nº2658 transferindo a Companhia de Jesus o domínio pleno do terreno situado no Pátio do Colégio com área de 2.805 m2 destinada à construção do Colégio e da Igreja “a fim de perpetuar a mais cara tradição do povo paulista”.

O primeiro artigo desta lei impôs a Companhia às obrigações de construir um Colégio e Igreja, “casa de Anchieta”, onde seria organizando um Museu Colonial, manutenção de cursos gratuitos e atividades culturais e conservação das relíquias remanescentes da construção anterior (parede de taipa, cripta).

É construída inicialmente no terreno uma cabana de pau-a-pique como a descrita por Anchieta. E graças ao projeto de Carlos Alberto Gomes de Cardim Filho, foi reconstruído com rigorosa fidelidade arquitetônica do prédio terminado em 1681, utilizando de base a imagem iconográfica dos remanescentes do antigo colégio dos jesuítas, pintada por Thomas Ender e duas fotografias de Augusto Militão.

1958

Fundação da Associação Cívica que tinha o objetivo de tornar a cidade de Embu independente.

18/02/1959 — Promulga-se a lei que estabelece a criação do município de Embu.

1965

Inicio da preparação do solo para construção da Igreja no Pateo do Collegio.

1967

Madre Odette faz a primeira iniciativa de elaborar um Museu Histórico e Religioso dos Jesuítas em Embu.

1968

Madre Odette, juntamente com artistas e moradores, restauram algumas peças do museu.

1973

Falece Madre Odette aos 74 anos.

1975

São realizadas obras de restauro e conservação do teto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário pelo IPHAN.

1975

Suspensão da Construção de Igreja do Pateo do Collegio devido a problemas com o Condephaat.

1979

Após 24 aos de processo de construção as obras de reconstrução da Igreja são finalizadas pela Sociedade Brasileira de Educação (representantes administrativas dos jesuítas). Em missa comemorativa é inaugurado o Museu Pe. Anchieta, monumento que recorda a da construção de 1556, assim como a Igreja que passa no ano seguinte a ser chamada de Igreja do Beato José de Anchieta.

1993

A Companhia de Jesus retoma a administração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

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2005

Reabertura do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas.

2014

Após 397 anos de abertura do processo de canonização, em 3 de abril de 2014, é canonizado São José de Anchieta, pelo Papa Francisco em cerimônia no Vaticano.


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