Cripta

Em São Paulo, até o surgimento do primeiro cemitério público, ocorrido no século XIX, tornou-se hábito o sepultamento no interior das igrejas, em seus altares laterais ou no recinto da capela-mor – sinal de alta distinção social.

Este fato também ocorreu na Igreja do Colégio dos Jesuítas, onde foram enterrados os corpos de dos primeiros habitantes do povoado de Piratininga, entre os quais o do cacique Tibiriçá, posteriormente transladado para a Catedral da Sé.

Somente em 1757 foi construída uma galeria subterrânea- cripta- destinada à deposição final dos restos mortais dos jesuítas, atendendo a medida geral adotada em todas as igrejas da Companhia de Jesus.

Entretanto, três anos após esta providência, os jesuítas foram novamente expulsos e a cripta “entulhada” por ordem expressa do governador Morgado de Mateus.

A atual cripta foi reaberta por ocasião da reconfiguração do espaço jesuítico, em 1979, no Pateo do Collegio, sobre os alicerces de pedra da original. Esvaziada da sua função primitiva, integra as dependências do Museu Anchieta como área de exposições.

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