A Música na Liturgia

“O homem, criatura de Deus, traz em si a marca do Criador, o ‘Artista do universo’. A maneira de soltar e exprimir essas marcas é o sonho, a poe- sia, a música, a arte. A linguagem das artes, mais do que qualquer outra linguagem, aproxima o homem do mistério, da fonte da Beleza, de que ele próprio participa. Deus é pura Beleza. Deus é Amor. Quem ama canta. Por isso o homem, marcado por Deus, canta ao seu Deus. A música sacra é, as- sim, uma mediação que leva o homem a Deus, que traz Deus ao homem”, diz o padre Antonio Cartageno.

Música na LiturgiaÉ na liturgia que somos convidados a deixar-nos tocar pela ação salvífi- ca de Deus, participando desse modo, da Sua própria glória e perfeição eternas. A liturgia surge assim como uma realidade complexa, onde Deus e o Homem se encontram, dialogam, se comunicam, partilham as suas intimidades, se redescobrem e recriam. A música está presente na liturgia para dar forma ao rito humano-divino. Na verdade, as várias linguagens e expressões de arte são a mediação privilegiada, através da qual a ação litúrgica acontece. A linguagem artística tem revelado, ao longo de todos os tempos, uma especial aptidão para exprimir e concretizar este diálogo entre Deus e o Homem e realizar o Seu plano salvífico. Por isso, a Arte está presente na liturgia. Dentre todas as formas de Arte, a música ocupa um lugar de excelência e desempenha um papel privilegiado e insubstituível na liturgia, como reconhece o Concílio Vaticano II: «a tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte…». (SC 112)

A liturgia, o canto, une as pessoas, anima e dá vida à celebração. Facili- ta passar de “uma só voz” a “um só coração”, e, finalmente, a “uma só alma”, como se vê na espiritualidade das comunidades primitivas. Podemos, pela liturgia, unir nossa voz à dos anjos, sendo realmente nosso can- to exultação de um povo feliz e redimido. O canto ainda amplia o sentido das palavras e, por outro lado, sonda o mais profundo da interioridade do ser, cativa e faz brotar os sentimentos mais puros e profundos da alma hu- mana. Ele nos liberta dos limites da palavra, do racionalismo intelectual, do mero conceito, para dar-nos uma projeção do infinito e do indizível, na alegria que faz o coração exultar diante do mistério.

Música na LiturgiaMais do que a sacralidade da música, importa refletir sobre o seu papel es- pecífico e próprio, ou seja, sobre a possibilidade da linguagem musical in- tegrar o conjunto de expressões, verbais e não verbais, pelo qual a liturgia acontece e se desenvolve. Desse modo, a expressão musical aparece como a concretização das ações rituais em forma de linguagem artística sonora. Citando o Cardeal Ratzinger (Papa Bento XVI) numa entrevista que deu em 1985 a Vittorio Messori – Diálogos sobre a fé -, onde, entre vários temas, fala também da música sacra. Diz ele que:
“A Igreja tem o dever de ser também ‘cidade da glória’, lugar em que se reúnem e se elevam aos ouvidos de Deus as vozes mais profundas da hu- manidade. A Igreja não pode satisfazer-se com o ‘ordinário’, com o usual. Deve reavivar a voz do cosmos, glorificando o Criador e revelando do pró- prio cosmos a sua magnificência, tornando-o belo, habitável e humano”… Diz, a propósito, João Paulo II no seu Quirógrafo sobre a Música Sacra, citando, por sua vez, Paulo VI:
“Não pode existir uma música destinada à celebração dos sagrados ritos que não seja, antes, ‘verdadeira arte’, capaz de ter a eficácia que a Igreja deseja obter, acolhendo na sua liturgia a arte dos sons’”.

 

Felipe Bernardo

 

Ref.: João de Araújo: Importância do canto na liturgia
José Paulo Antunes: Novos paradigmas da música litúrgica

Read More →
Compartilhe:

Felipe Bernardo

Natural de Botucatu, concluiu o bacharelado em Música – Piano Popular na Faculdade Santa Marcelina (FASM) em São Paulo, sob a orientação de Mariô Rebouças e Ilza Antunes, aperfeiçoando–se no CLAM (Zimbo Trio) com Nelson Bergamini na mesma época que iniciou o curso de graduação. Na faculdade, regeu o “Coral Livre da FASM”, curso de extensão dedicado a difundir a música coral. Acompanhou o Coral Santa Marcelina de Botucatu de 2000 à 2014, sob a regência do Prof. José Alberto Corulli, com quem teve grande parte de sua formação artístico-musical. Com este coro participou de turnês nacionais e internacionais.
Tocou como solista e organista/pianista colaborador em diversos países, dentre eles Estados Unidos, Portugal, Itália, Alemanha, Suíça e Bolívia.
Participou de cursos e festivais voltados para música popular e erudita, nas áreas de performance musical, regência coral e orquestral e educação musical.
Fez os estudos na area de regência coral com José Alberto Corulli, João Batista Biglia, Beat Raaflaub (Suiça), Paulo Celso Moura (OSESP), Eduardo Lakschevitz (UNIRIO) e Henry Leck (Indiana-USA), dentre outros.
De 2009 à 2011 foi Organista Assistente na Basílica Nossa Senhora do Carmo.
Desde 2008 é Organista Titular e Mestre de Capela no Pateo do Collegio – sua principal atividade – onde compõe repertório sacro/litúrgico e rege a Schola Cantorum do Pateo.
Colabora como organista com importantes coros, destacando o projeto “Bachianas Paulistas” – Cantatas de Bach com o Coro Luther King, sob a regência do Mto. Martinho Lutero Gallati e a participação como continuista na montagem do “Messias” de Handel, no Theatro Municipal de São Paulo com o Coral Paulistano e OER.
Desenvolve intensa atividade como solista e camerista.
Atualmente é aluno regular do Programa de Pós Graduação em Música da UNESP, Mestrado em Performance Musical – Órgão, sob orientação da Prof. Dr. Dorotea Kerr.

 


Flávio Fachini Ferreira

Natural de São José dos campos, começou os estudos de música aos 16 anos com Clara Zarur, com quem teve aulas de piano erudito e popular.
Aos 18 anos entrou no Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos, aprimorando o estudo de solfejo, teoria musical, técnica vocal e fonética de vários idiomas. Com este grupo participou de montagens de grandes obras como Nona Sinfonia de Beethoven, Réquiem de Mozart, Réquiem de Fauré (como solista), Réquiem de Verdi, Carmina Burana de Carl Orff, Paixão Segundo São João de J.S. Bach, Lobgesang de Mendelsohn entre outras.
Integrou o Coro Jovem do Estado por dois anos (2008 e 2010), participando de concertos pela cidade de São Paulo, e Campos do Jordão com repertório renascentista, barroco e brasileiro.
No Theatro São Pedro fez parte das temporadas de 2010 e 2011, integrando os coros das óperas: Rogoletto de Verdi, Viúva Alegre de Lehár, Norma de Bellini, Romeu e Julieta e Gounod e Guarani de Carlos Comes. Além de concertos sinfônicos e óperas em forma de concerto.
Em 2014 foi professor de coral no projeto OCA dos Jesuítas em Embu das Artes que atende aproximadamente 200 jovens da cidade.
Está cursando licenciatura em Música na Universidade de São Paulo – ECA/USP.
Desde 2014 é professor de Solfejo no Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos e desde 2011 é monitor e professor de técnica vocal na Schola Cantorum do Pateo do Collegio.

 


Rafaela Romam

Rafaela Romam é bacharel em Canto e Arte Lírica pela Universidade de São Paulo (USP), com orientação dos professores Ricardo Ballestero e Francisco Campos Neto. Com ampla experiência em coros, cantou sob a regência de Roberto Rodrigues (Conjunto de Música Antiga da USP), Marco Antônio Silva Ramos (Coro de Câmara Comunicantus ECA-USP) e Isaac Karabtchevsky. Trabalhou também como preparadora de voz de atores na “Ópera do Desaparecimento”, peça contemplada pelo PROAC Primeiras Obras (2014). Formada em violão erudito, pesquisa e canta obras do cancioneiro popular brasileiro e leciona aulas de violão, canto erudito e popular e musicalização infantil. Também integra como monitora a Schola Cantorum do Pateo do Collegio (SP).

Read More →
Compartilhe:

Na apresentação da I edição do Livro de Cantos do Tempo Comum da Capela São José de Anchieta, o Pe. Carlos Alberto Contieri, sj – fundador da Schola Cantorum – escreve:
“O canto não é um acessório artístico da Liturgia; ele é parte integrante da ação litúrgica. O canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da liturgia solene’ (SC, V, cap VI, 112). Devemos ter sempre presente esta maxima: não se canta na missa, a missa é cantada. Nesse sentido, a Schola Cantorum não substitui a Assembléia, mas é uma preciosa ajuda para que toda a Comunidade participle integralmente da Celebração cantando univocamente.”

Schola Cantorum

Na II edição, Pe. Contieri complementa:
“As músicas executadas durante a Missa não são um apêndice, nem tampouco visam cobrir um vazio. A escolha esmerada e criteriosa do repertório, o modo como a Schola Cantorum prepara e executa os cantos durante a celebração, os arranjos musicais feitos porquem tem a música como que uma segunda natureza, a participação da Assembléia nos cantos, são sinais de que o canto litúrgico é parte integrante e indispensável da ação litúrgica; e porque não dizê-lo, o canto é o modo próprio da liturgia, de ‘dizer’o Mistério de Deus.”

A proposta da Schola Cantorum, como seu nome carrega, é de proporcionar o ensino de música para as pessoas da comunidade. Além dos ensaios, os membros tem aulas de teoria musical e percepção e técnica vocal aplicada. A Schola Cantorum do Pateo do Collegio também proporciona a seus membros um apuramento da cultura musical e geral, formando além de bons cantores, bons ouvintes. O coro tem se aprimorado através de ensaios intensivos, workshops, masterclasses e aulas com professors e regentes convidados, tais como João Batista Bíglia, Ary Souza Lima, Ana Elisa Portes, entre outros.

Schola CantorumA Schola é composta por membros da comunidade do Pateo do Collegio que se reúnem duas vezes por semana para ensaiar. O objetivo do coro é servir nas Missas com qualidade técnica e de repertório, sendo assim uma referência no canto sacro e litúrgico na cidade de São Paulo. A Schola Cantorum tem recebido elogiosas críticas de músicos sacros, liturgistas e especialistas em assuntos da Igreja.
Desde 2009, está sob a regência de Felipe Bernardo, Organista Titular e Mestre de Capela do Pateo do Collegio.
“A qualidade é uma exigência essencial da música litúrgica.
A linguagem da música deveria ser tal que uma pessoa ouvisse ou cantasse aquela beleza que um dia virá a cantar no outro mundo.
É o sentido do transcendente.
Se não podemos, com palavras banais, exprimir coisas belas, como poderemos, com música banal, exprimir realidades transcendentes?”
(B. P. L., 29-31, p.2014)

Read More →
Compartilhe:

Horário das missas

Terça à sexta-feira
às 12 horas

Com órgão

Domingo

Laudes
às 9h15

Santa Missa
às 10 horas

Com órgão e participação da Schola Cantorum

 

Endereço

Praça Pátio do Colégio, 84
Centro — São Paulo — SP
Telefone: (11) 3105 6899

Read More →
Compartilhe:

Ao longo de mais de quatrocentos anos, a Igreja do Colégio passou por grandes transformações. De cabana em 1554, a igreja ganhou contornos da arquitetura colonial jesuítica durante o século XVII e sofreu com o abandono após a expulsão dos jesuítas no século XVIII. Em fins do século XIX decidiu-se, através de um acordo entre o Bispado de São Paulo e o Governo da Província, pela demolição do templo em lugar da reconstrução, após o desabamento de parte de seu telhado durante uma tempestade em 1896. Já no século XX, após a devolução do Pateo do Collegio para a Companhia de Jesus como um dos marcos iniciais das comemorações do Quarto Centenário da Cidade em 1954, a igreja pôde ser reconstruída sendo inaugurada em 1979. Em 1980 o padre José de Anchieta passa a ser seu padroeiro após ser beatificado pelo papa João Paulo II. Em 2009 a igreja passa por sua última reforma onde se buscou a unidade entre a celebração e o espaço litúrgico. Finalmente em 2014 a igreja tem seu padroeiro canonizado pelo papa Francisco e passa a se chamar “Igreja São José de Anchieta”. É neste ambiente amplo e com decoração única que a igreja acolhe seus fiéis nas missas cantadas, sempre acompanhadas pelo órgão de aproximadamente mil tubos sob a direção da Schola Cantorum, e nas celebrações de batismos e casamentos.

São José de Anchieta

São José de Anchieta

Aos 19 de março de 1534, em São Cristovão de Laguna, Ilhas Canárias, nasceu José de Anchieta.

Terceiro de 12 irmãos, filho de Mencia Dias de Clavijo e Llerena e João Lopez de Anchieta, de origem basca, que emigrou para as Ilhas Canárias (1522) por ter se envolvido na revolta dos comuneros. Aí recebeu auxílio de um membro distante de sua família, o cavaleiro Inácio de Loyola.

O menino Anchieta, desde sua infância, dedicou sua vida à oração e ao auxílio do próximo.

No ano de 1548, foi enviado por seus pais à Coimbra para se matricular no Colégio das Artes, onde se destacou no aprendizado da poesia latina. Neste mesmo ano, na velha Catedral de Coimbra, em frente ao altar de Nossa Senhora, que o jovem José de Anchieta entregou sua vida plenamente, realizando seu voto de perpétua castidade.

Dentro de pouco tempo, conheceu a ordem religiosa fundada por Inácio de Loyola, identificando-se com os seus ideais, o que fez de seu ingresso na Companhia de Jesus algo natural. Respondeu ao chamado de Cristo em 1º de maio de 1551, com 17 anos.

Por razão de uma grave enfermidade — não se sabe ao certo qual — que sofreu um deslocamento em sua espinha dorsal. Tal enfermidade o acompanharia ao longo de sua vida e teria sido um dos motivos para sua vinda ao Brasil, na esperança de uma melhora ou, até mesmo, uma cura.

Em 8 de maio de 1553, saía de Lisboa na esquadra de D. Duarte da Costa, o então noviço da Companhia, José de Anchieta, na terceira missão jesuítica, chefiada pelo P. Luis da Grã, acompanhado dos padres Ambrosio Pires e Braz Lourenço e dos irmãos João Gonçalves, Antonio Blasquez, Gregório Serrão; desembarcam em Salvador, permanecendo por aproximadamente três meses. Aí Anchieta iniciou ali seus estudos da língua indígena.

Passam em seguida pela Vila de São Vicente e seguem para a missão nos Campos de Piratininga, coordenada pelo P. Manuel de Nóbrega.

Com o objetivo primeiro de catequizar os indígenas, construiu-se, com ajuda do cacique Tibiriçá, uma cabana de pau-a-pique que servia simultaneamente de escola, capela, enfermaria, dormitório, refeitório e cozinha.

Aos 25 de janeiro de 1554, realizaram uma celebração eucarística de inauguração do colégio dos jesuítas, que recebeu o nome de Colégio de São Paulo em homenagem ao dia de conversão do Apóstolo São Paulo. Dois anos mais tarde terminaram o grande colégio com o empenho do P. Afonso Brás, auxiliado pelos nativos e construído em taipa de pilão. Em torno deste colégio surgiu o povoado que deu origem à cidade de São Paulo.

Neste colégio, José de Anchieta catequizava e lecionava Humanidades, como artes, poesia e teatro. Também confeccionava roupas e alpargatas, trabalhava na construção de casas e atendia como boticário — prática que pôde ser aperfeiçoada devido ao seu estreito relacionamento com os indígenas e decorrente aprendizagem das técnicas nativas, o que deu início a avanços médicos na região.

Auxiliado pelos curumins, seus primeiros tradutores, e tendo a facilidade de aprender novas línguas, escreveu uma gramática do Tupi, a língua mais falada no Brasil. Desta forma pôde traduzir o catecismo e o evangelho para esta língua.

No ano de 1563, durante a guerra entre tamoios e tupiniquins, Anchieta se fez refém na praia de Iperoig para auxiliar o fim do conflito. Enquanto isso, P. Manuel da Nóbrega negociava com as partes envolvidas na batalha na tentativa de restabelecer a paz.

Apoiado em sua fé, que lhe dava a certeza de que iria sobreviver e que a paz seria alcançada, Anchieta escreveu seu famoso Poema à Virgem, com mais de 5 mil versos. Este poema figura entre as grandes obras do Renascimento.

Em 22 de agosto de 1566 foi ordenado sacerdote na Bahia. Logo após sua ordenação acompanhou o P. Inácio de Azevedo, Visitador do Brasil, e ficou no governo das casas de São Vicente e São Paulo de 1567 até 1577. Nesse ano retornou à Bahia, onde esperava ser designado à reitoria do colégio de Salvador, porém foi destinado a ser o Provincial do Brasil.

Em 1585 pediu dispensa do cargo de Provincial devido ao agravamento de suas enfermidades, pois este cargo exigia visitas anuais a todas as casas da Província. Em 1588 é finalmente substituído, sendo destinado como Superior das casas do Espírito Santo, onde volta ao trabalho missionário com os indígenas, o que fez até o final de sua vida. Faleceu em 9 de junho de 1597 em Reritiba, atual cidade de Anchieta.

Seu corpo foi levado nos ombros dos índios para a Igreja de Santiago, em Vitória, local que poderia atender melhor aos peregrinos que procuravam por bênçãos e milagres do então chamado “Apóstolo do Brasil”.

Doze anos após a morte de Anchieta, em 1609, foi feita a exumação de seus restos mortais, que foram transladados para a Catedral de Salvador na Bahia a pedido do Geral da Companhia de Jesus, P.Claudio Acquaviva. Entretanto, o fêmur permaneceu exposto na Igreja de Santiago até 1610, quando foi transferido para Roma, permanecendo durante três séculos e meio.

Desde quando José de Anchieta era ainda moço, espalhou-se a fama de suas virtudes. Ser comparado ao “Ir. José” era ser comparado a um santo.

Após a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, o Superior da Companhia de Jesus na Bahia, a pedido do Marquês de Pombal, e em nome do rei D. José I, enviou para Portugal o baú de jacarandá contendo ossos humanos e o manto de tecido castanho claro que teriam sido de José de Anchieta. Este baú foi encontrado em 1964 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fato amplamente noticiado pela imprensa portuguesa da época.

Já no ano de 1971 o Governo de São Paulo, juntamente com os jesuítas, solicitou à Portugal o retorno do baú com os ossos e o manto, o que ocorreu ao final da década de 1980. O manto passou ficar exposto na Capela de Anchieta, no Pateo do Collegio. Inteiramente restaurado, este manto que pertenceu a Anchieta passou a integrar este Oratório, espaço dedicado ao Santo, na Capela do Pateo do Collegio (grafia original). Neste período, o fêmur que estava em Roma desde 1610, retornou para o Brasil e ficou exposto juntamente com o manto.

Embora a campanha para a sua beatificação tenha sido iniciada na Capitania da Bahia em 1617, só foi beatificado em junho de 1980 pelo Papa João Paulo II. Ao que se compreende, a perseguição do Marquês de Pombal aos jesuítas havia impedido o trâmite do processo iniciado no século XVII.

Após 397 anos de abertura do processo de canonização, em 3 de Abril de 2014, é canonizado São Jose de Anchieta, pelo P. Francisco em cerimônia no Vaticano.

Read More →
Compartilhe: