TERÇA-FEIRA XIX DO TEMPO COMUM – A.D. 2016

Exemple

Textos: Ez 2, 8-3,4; Sl 118(119); Mt 18, 1-5.10.12-14.

 

O trecho do evangelho desse dia é denominado discurso eclesiológico. O discurso sobre a Igreja é constituído de uma série de orientações de por Jesus aos discípulos que visam dar, em primeiro lugar, frente ao judaísmo rabínico, os traços característicos da comunidade cristã. Essas orientações, contudo, não se encerram num momento histórico específico, ao contrário, são exigências para a Igreja de todos os tempos. A pergunta dos discípulos a Jesus (Quem é o maior no reino dos céus?) revela as disputas internas à comunidade cristã. A resposta de Jesus poderia ser compreendida nesses termos: o maior é o menor, aquele que serve. O serviço é um traço característico do discípulo e da comunidade cristã. Mas para que seja um modo de vida, é preciso conversão, mudança radical de mentalidade. A “criança”, aqui, é símbolo do próprio Cristo que se fez servo de todos e que, sendo de condição divina, assumiu plenamente a nossa humanidade (Fl 2, 6-7a). Os “pequenos” são os que se sentem desprezados (v. 10) e que são tentados a abandonar a fé. Por eles é exigida da comunidade cristã uma atenção especial para que ninguém se perca, a exemplo do pastor que incansavelmente vai atrás da ovelha que se perdeu até encontrá-la. Na vida cristã, a ideologia do “cada um por si” não pode ser aceita como válida, nem muito menos motivar qualquer decisão. Na Igreja, cada membro é importante e deve ser tratado com o mesmo cuidado com que Deus mesmo cuida de cada um de nós.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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