TERÇA-FEIRA IV DA QUARESMA

Exemple

Textos: Ez 1-9.12; Sl 45(46); Jo 5, 1-16.

 

O texto do evangelho deste dia é o relato do terceiro sinal de uma série de sete sinais realizados por Jesus, segundo o evangelho de João. Tudo está centrado sobre a iniciativa de Jesus. Como o segundo dos sinais, no terceiro sinal não há qualquer gesto, somente a palavra eficaz de Jesus. Se o relato localiza o episódio em Jerusalém e, mais especificamente, junto à piscina de Betesda (= casa da misericórdia) em que se depositava grande expectativa terapêutica, o autor não lhe confere qualquer importância; ele centra o episódio na pessoa de Jesus. O longo período de duração da enfermidade (38 anos) contrasta com a cura imediata mediante a palavra eficaz de Jesus. Para aquele enfermo, cuja doença, fruto do pecado, o leitor não é informado, o tempo da espera acabou, pois é por meio de Jesus e não das águas borbulhantes da piscina que ele é liberto do pecado e da enfermidade. O relato tem um tom de controvérsia, pois a cura é feita em dia de sábado. Interpelado pelos judeus, o homem curado menciona a palavra eficaz do Senhor que não somente é superior ao sábado, mas realiza plenamente o descanso sabático pela prática da misericórdia que liberta. No entanto, o apego a um modo de por em prática a lei impedirá os judeus de reconheceram naquela palavra de Jesus o sinal que conduz a Deus. É Deus quem sempre toma a iniciativa de vir ao nosso encontro para nos libertar.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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