TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Exemple

Textos: Is 49, 1-6; Sl 70(71); Jo 13, 21-33.36-38.

 

O contexto do evangelho de hoje, é o da última ceia, na qual Jesus lava os pés dos seus discípulos. A observação sobre o estado interior de Jesus (v. 21) faz referência às suas palavras que denunciam a incompreensão dos discípulos e a predição da traição por parte de um deles. Todos os discípulos são postos sob suspeita, ou melhor, a traição é uma tentação que diz respeito a todos, em princípio (cf. v. 22). A traição de Judas é obra de satanás (cf. v27). Não se deve entender, aqui, satanás como um ente pessoal, mas como uma realidade que existe na pessoa humana. Toda traição é fruto do mal que, enigmaticamente, habita o coração do ser humano; pode ser movida pela frustração, pela ambição, pelo medo, por um desvio de caráter, entre outros motivos. Não é diferente para Simão Pedro, pois negação é traição; sua reação primária, não se confirmará durante a paixão. Há para ele, como para todos os discípulos, um longo caminho a ser percorrido para o amadurecimento da fé e para uma adesão incondicional à pessoa de Jesus. Será preciso uma verdadeira “metanóia” para que, de fato, eles possam dar a sua vida por Jesus.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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