SEXTA-FEIRA VII DO TEMPO COMUM

Exemple

Textos: Tg 5, 9-12; Sl 102(103); Mc 10, 1-12.

 

O nosso texto do evangelho de hoje é um “diálogo didático”, cuja finalidade é instruir os discípulos a se comportarem em conformidade com os ensinamentos de Jesus. A questão posta pelos fariseus a Jesus visa tão somente colocá-lo à prova (v. 2) e encontrar um motivo para condená-lo à morte. Eles não estão abertos, de coração, para ouvir o que Jesus tem para falar. A questão está baseada em Dt 24, 1-3. Fazendo recurso ao projeto original de Deus (Mc 10, 6-9; cf. Gn 1, 27; 2, 24; 5, 2), Jesus rejeita uma interpretação em favor do divórcio. Neste sentido, ele desautoriza a concessão mosaica para este caso. A incapacidade de perdoar e de reconciliação diz respeito à “dureza do coração” que ameaça o povo de Deus. Jesus põe em pé de igualdade a condição do homem e da mulher. Mas, a resposta de Jesus desconcerta os que queriam colocá-lo à prova, pois ela protege a parte mais frágil em semelhantes casos. Jesus centra a questão, não sobre a ordem jurídica, mas sobre a ordem da criação, sobre o reino de Deus. Portanto, a questão fundamental é reconciliar tudo com o ideal do reino de Deus, com o ideal cristão. Trata-se de entrar na dinâmica do olhar divino sobre o ser humano tal qual pode ser apreendido pelos relatos da criação.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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