SEXTA-FEIRA VII DA PÁSCOA – A.D. 2016

Exemple

Textos: At 25, 13-21; Sl 102; Jo 21, 15-19.

 

O encontro com Jesus ressuscitado, às margens do mar da Galileia põe a Pedro, e também a cada um de nós, uma pergunta fundamental: Tu me amas? Sem amor não há escuta, obediência, seguimento, missão ou fidelidade. Ao longo de todo o relato joanino, até o capítulo vinte e um, Simão Pedro não é apresentado como um homem de fé ou como modelo do homem de fé. Ele mantém no seu binômio a ambiguidade entre o velho e o novo. Na última ceia, ele resiste em deixar Jesus lavar os seus pés; na casa do sumo sacerdote, ele nega conhecer e fazer parte do grupo de discípulos de Jesus, ele que tinha dito que daria a sua vida por Jesus, e que Jesus tinha “palavras de vida eterna”; ele depende sempre do “discípulo que Jesus amava” para reconhecer o Cristo presente e atuante na vida deles. A missão de Pedro, como a missão de toda a Igreja, está fundada num amor que antecede tudo e todos. Somente o amor incondicional à pessoa de Jesus, provado pela paixão e morte do Senhor, experimentado como força de vida pode permitir que o seguimento e a missão confiada pelo Senhor a Simão de apascentar as ovelhas sejam vividos na gratuidade e na entrega generosa. Somente a experiência desse amor que purifica e perdoa é que pode conceder como graça a Pedro a disponibilidade de ir onde o Senhor deseja que ele vá. O sinal da maturidade da fé é deixar-se conduzir pelo Senhor.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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