SEGUNDA-FEIRA VIII DO TEMPO COMUM

Exemple

Textos: 1Pd 1, 3-9; Sl 110(111); Mc 10, 17-27.

 

Aquele homem anônimo que se apresentou no caminho de Jesus exprime o desejo de vida eterna presente no coração de todo ser humano. Criado à imagem e semelhança de Deus, o homem tende para a eternidade e a deseja. No entanto, é preciso compreender que a vida eterna é dom e não merecimento do ser humano. Jesus é bom e fez bem todas coisas, despertando nas pessoas a fé na vida. No entanto, a bondade manifestada na acolhida, na mensagem e no que Jesus realiza em favor das pessoas deve remeter àquele que é a fonte de todo verdadeiro bem, a saber, Deus. A absolutização de uma pessoa é um passo para a idolatria. A vida eterna que ele deseja é dom e como tal deve ser recebido. Não é merecimento garantido pela prática da Lei nem por qualquer boa obra. Para receber a vida eterna como dom é preciso desapego, pois somente a prática da Lei não é suficiente (cf. vv. 20.21). Além disso, é no seguimento de Jesus Cristo que se encontra o caminho para a vida eterna (v. 21; cf. Jo 14, 6). Diante da proposta de Jesus, o homem saiu pesaroso. De fato, a riqueza pode se constituir num verdadeiro obstáculo para entrar no Reino de Deus. Não raras vezes, a facilidade dos bens materiais pode se confundir com a vida verdadeira. À pergunta dos discípulos Jesus responde que tudo está remetido à misericórdia de Deus: Para os homens, isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível (v. 27).

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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