SEGUNDA-FEIRA VII DO TEMPO COMUM

Exemple

Textos: Tg 3, 13-18; Sl 18(19B); Mc 9, 14-19.

 

No tempo da vida terrestre de Jesus de Nazaré, as enfermidades, sobretudo, aquelas de origem psíquica, como parece ser o caso do evangelho de hoje, que não se sabia a causa e nem tampouco era conhecido um tratamento adequado e eficaz, eram atribuídas a um espírito impuro, uma forma de designar o mal.  Ora, o mal é o que faz mal ao ser humano; é o que desfigura nele a imagem de Deus. O mal impede de falar bem e de bem falar; o mal distorce o sentido da palavra e a palavra que dá sentido a todas as coisas. A cena parece, num primeiro momento, apresentar o fracasso dos discípulos, pois eles não conseguiram livrar o menino de seu mal. Mergulhado numa geração sem fé, o ser humano busca num poder externo a solução de seus problemas. Aqui, o tratamento passa pela coerência da palavra, por uma palavra verdadeira (v.23) que faz a pessoa sair de si e se abrir para a fé (cf. v. 24), e que transforma a vida de não importa quem seja. Para todos, como o pai daquele menino, que empreendem um combate contra o mal, não há outro meio para vencer o mal que a oração (v. 29). Aqui, nós podemos compreender que o poder não é exterior à pessoa, nem reside em alguma capacidade humana. Quando nos defrontamos com o limite e o impossível, a súplica a Deus se torna “poder”.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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