SEGUNDA-FEIRA IX DO TEMPO COMUM – A.D. 2016.

Exemple

Textos: 2Pd 1, 2-7; Sl 90(91); Mc 12, 1-12.

 

Estamos na segunda parte do evangelho segundo Marcos em que predomina os relatos pré-marcanos da paixão de Jesus. A imagem de fundo da parábola é Is 5, 1-7, texto que nós recomendamos que seja relido. Esta parábola de Marcos, com modificações importantes, é da tríplice tradição (Mt 21, 33-46; Lc 20, 9-19). O cerco dos adversários sobre Jesus vai se fechando cada vez mais; a sua morte se aproxima. Jesus parte para o ataque. Os destinatários da parábola são os chefes do povo (cf. 11, 27). O texto é a história da rejeição do dom de Deus desde tempos remotos até Jesus, inclusive, que será morto fora dos muros de Jerusalém (cf. v. 8): desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos os meus servos, os profetas, cada dia os enviei, incansavelmente. Mas não me escutaram, nem prestaram ouvidos, mas endureceram a sua cerviz e foram piores que seus pais (Jr 7, 25-26). Para a tradição bíblica, o povo, simbolizado pela vinha, é a herança de Deus (Jr 50, 11; Sl 79, 1). A parábola permite-nos concluir que uma das causas da morte de Jesus foi a cobiça: os chefes do povo, de meros administradores, quiseram para si tudo o que era de Deus; quiseram se apossar do que não lhes pertencia. A cobiça elimina quem quer que seja, até o verdadeiro herdeiro; ela traz em si mesma um dinamismo de morte: Este é o herdeiro, matemo-lo, e a herança será nossa! (v. 7).

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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