SÁBADO V DA QUARESMA

Exemple

Textos: Ez 37, 21-28; Sl (Jr 31); Jo 11, 45-56.

 

Nosso trecho do evangelho é a sequência do episódio de Lázaro, que é uma verdadeira catequese sobre a ressurreição. O comentário do evangelista sobre a reação de Caifás, dá à morte de Jesus um caráter universal: “não somente pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos” (v. 52). A posição de Caifás é eminentemente política e, implicitamente, contra o Império romano. O processo que condenou Jesus à morte está envolto na mentira, na dissimulação e na falsidade, além da inveja. Os sumos sacerdotes e os fariseus que reuniram o conselho reconhecem que Jesus realizava muitos sinais; no entanto, foram incapazes de interpretar corretamente os sinais que que conduziriam a Deus através da fé em Jesus, enviado do Pai. A incapacidade de interpretar os sinais realizados por Jesus se deve à cegueira (cf. Jo 9, 40-41). Nas vicissitudes da história humana, entre sombras e luzes, na luta entre o bem e o mal que disputam o coração do homem, Deus revela seu desígnio e leva a termo o seu plano salvífico. A decisão do Sinédrio, ao que tudo indica, era pública (cf. v. 53). Por isso, uma vez mais, o evangelho observa que Jesus com os seus discípulos permanecem longe de Jerusalém (cf. v. 54). A indicação da proximidade da Páscoa já prepara o leitor para a paixão e morte de Jesus. Muita gente que chegou antes para se preparar para a festa da Páscoa, procurava Jesus, alimentando a expectativa de poder vê-lo. A multidão que se reúne em Jerusalém para a festa mais importante do calendário judaico, será testemunha do julgamento iníquo e da morte do justo, Jesus de Nazaré.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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