QUINTA-FEIRA VII DO TEMPO COMUM

Exemple

Textos: Tg 5, 1-6; Sl 48(49); Mc 9, 41-50.

 

Em continuidade com o tema do evangelho de ontem, a comunidade dos discípulos é chamada a se abrir ao bem que vem de fora (v. 41). A diversidade e a diferença são bens através dos quais se manifestam a bondade de Deus e a caridade de Cristo. A comunidade é interpelada a viver a coerência entre a fé professada e a fé vivida. O escandalon  é a pedra de tropeço, isto é, o  obstáculo que impede os outros de progredirem e permanecerem na vida cristã. A pura aparência, a vaidade das práticas religiosas, deve ser rejeitada em nome da coerência, isto é, do acordo interno e profundo entre a fé e a sua vivência. O modo de vida dos discípulos deve ser o testemunho que estimula outros a desejarem viver a vida de Jesus Cristo. O texto não é um convite à mutilação, mas um apelo a não consentir com uma vida ambígua e fragmentada. O coração do discípulo não pode estar dividido. A presença e a vida do discípulo deve ser tal que ele dê sentido à vida. A incoerência faz com que ele desvirtue a sua vocação e missão e se torne incapaz de dar sabor a todas as coisas e conservar em si a palavra de Cristo (cf. v. 50).

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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