QUINTA-FEIRA VII DA PÁSCOA – A.D. 2016

Exemple

Textos: At 22, 30; 23, 6-11; Sl 15(16); Jo 17, 20-26.

 

A oração de Jesus se abre para o futuro: ele pede não somente para os atuais discípulos, mas para aqueles, não importa em que tempo, abraçarão a fé. Há uma unidade, inspirada na união entre o Pai e o Filho, que permanece para além de um tempo determinado da história. A unidade deve ser sempre a característica e o desafio da comunidade cristã. A unidade é dom do Cristo ressuscitado e parte essencial do testemunho. É ela o testemunho pelo qual gerações chegarão à fé. A fé é, fundamentalmente, testemunho. Assim sendo, nós somos uns responsáveis pela fé dos outros e das gerações futuras, pois a adesão dos outros à pessoa de Jesus Cristo depende, em boa parte, de nosso testemunho e da qualidade de nossa vida cristã. A comunhão entre os discípulos, imagem da comunhão entre o Pai e O Filho, oferece à gerações futuras a possibilidade de conhecer que Jesus é o enviado do Pai. Se o mundo não conheceu Deus é em razão do seu fechamento, da resistência e do medo da luz. Na plenitude dos tempos Deus se revelou no seu Filho que, antes da criação do mundo, estava voltado para ele (cf. Jo 1, 1). Em Jesus é que resplandece a imagem do Deus único e verdadeiro (cf. Jo 14, 9). Pelo Filho o Pai se tornou conhecido dos discípulos e eles puderem fazer a experiência de que Deus é amor.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


Compartilhe: