QUARTA-FEIRA VIII DO TEMPO COMUM

Exemple

Textos: 1Pd 1, 18-25; Sl 147; Mc 10, 32-45.

 

Jesus caminha subindo para Jerusalém e os seus discípulos vão com ele; Jesus na frente e os discípulos atrás. Jesus caminha decidido, consciente de que caminha para a sua morte. Os discípulos, ao contrário, vão assombrados. O assombro, o medo é falta de fé (cf. Mc 4,35-41). Jesus começa, então, a falar da proximidade de sua paixão e morte. Trata-se, em nosso texto, do terceiro anúncio da paixão. Esse anúncio provoca nos discípulos uma reação diametralmente oposta aos valores propostos por Jesus. Essa reação é fruto da incompreensão e da incredulidade. Os filhos de Zebedeu, Tiago e João, dos primeiros a serem chamados por Jesus, às margens do mar da Galileia (cf. Mc 1, 16-20), pedem a Jesus uma recompensa: sentarem-se um à direita outro à esquerda, junto ao Cristo glorioso. O que eles pedem é um lugar de destaque, de privilégio e de poderem participar do julgamento de todo o mundo. Mas, o que importa mesmo é uma outra decisão, a saber, de ir ou não até o fim com Jesus, passando pela paixão e morte. Não há acesso direto à glória sem passar pela paixão. A busca de recompensa não faz parte do seguimento de Jesus Cristo. É Deus a recompensa de quem segue o Senhor. Aos discípulos, no entanto, compete a tarefa de construírem uma comunidade caracterizada pelo serviço gratuito e generoso, imagem de Cristo que não veio para “servir, mas para dar a sua vida em resgate de muitos”.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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