QUARTA-FEIRA VII DO TEMPO COMUM

Exemple

Textos: Tg 4, 13-17; Sl 48(49); Mc 9, 38-40.

 

A incompreensão dos discípulos progride. Somente a experiência do mistério pascal dará a eles a graça da compreensão do mistério de Jesus Cristo e da sua condição de discípulos. Aqui aparece um novo tema da incompreensão dos discípulos. O porta voz do grupo dos discípulos, aqui, é João, um dos filhos de Zebedeu (cf. Mc 1, 19), talvez por seu caráter pretensioso, o que aparecerá com maior clareza mais adiante no relato (Mc 10, 35-40). Os discípulos pretendem que nenhum exorcismo pode ser praticado em nome de Jesus se a pessoa que o pratica não participa do grupo dos discípulos. Por isso, eles impediram aquele anônimo de praticar o exorcismo (cf. v. 38). Atitude que Jesus reprova, pois, o seu nome e o bem que por ele se realiza não é monopólio da comunidade nem de qualquer outro grupo. Onde o bem é realizado, Deus aí está. Deus está na origem de toda a iniciativa que promove e protege a vida; Deus é a fonte de todo o esforço sincero e verdadeiro de arrancar das forças do mal o ser humano. Os discípulos, e o leitor com eles, devem compreender que o bem não é propriedade de nenhum grupo, e que onde o mal é vencido, esta vitória é fruto do poder de Jesus Cristo, dado ao ser humano pela graça do Espírito Santo. Não o esqueçamos, é pela graça de Jesus Cristo que o mal é vencido.

P. Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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