QUARTA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Exemple

Textos: Is 50, 4-9; Sl 68(69); Mt 26, 14-25.

 

Ainda uma vez o tema da traição de Jesus ocupa o espaço do evangelho. O plano diabólico por parte de alguns judeus, notadamente, do Sinédrio, de matar Jesus, conta com a colaboração de um dos seus discípulos, Judas Iscariotes. Jesus é traído por “alguém de casa”. O real motivo pelo qual Judas entrega Jesus, os evangelhos não nos dizem explicitamente. O trecho do evangelho de hoje assim como João (12, 1-11) parecem nos fazer entender se tratar de dinheiro. A ceia pascal é a ceia de despedida de Jesus (cf. v. 18). A ceia pascal, lugar da memória da misericórdia de Deus que fez seu povo sair da “casa da servidão” (Ex 12, 1ss), é palco da revelação dramática da traição de Jesus por um dos Doze. A memória da escravidão e da libertação, parte integrante da ceia pascal, desvela o mal que ainda aprisiona o ser humano. Face à fidelidade de Jesus ao Pai se revela, paradoxalmente, a infidelidade de Judas. À pergunta de Judas, a resposta de Jesus é intencionalmente ambígua: “Tu o dizes” (v. 25). A cada um é deixada a possibilidade de julgar-se na sua relação pessoal com Jesus Cristo.

É preciso tomar consciência que é por causa de nossos pecados que o Senhor vai à paixão e aceita morrer na cruz. É preciso, outrossim, reconhecer e proclamar “bem alto que Cristo foi crucificado por amor de nós; digamos não com temor, mas com alegria, não com vergonha, mas com santo orgulho” (Santo Agostinho).

P.Carlos Alberto Contieri, SJ.

 


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