Museu Anchieta


Concertos
Celebrações
Semana Santa no Pateo - Tríduo Pascal
Quaresma 2009
Beato José de Anchieta
Histórico
Acervo
Agendamentos
Serviços
Histórico
Atendimento
Nossa Proposta
Acervo
Ciclo de Debates 2009- Centro de São Paulo: Patrimônio e Memória
Histórico do Projeto Ciclo de Debates

Informações
Histórico
Museu de Arte Sacra dos Jesuítas
Projeto Descobrindo Embu no Museu
Histórico Igreja de Nossa Senhora do Rosário e residência anexa
Festa de N. Srª do Rosário
Concertos
Festas
A Igreja
Agenda
Vem pro Pateo no Domingo!
Espaço Café do Pateo
Venha Tomar um Café
Contate-nos
Como chegar
 

Um elo com o passado dos Jesuítas

Um elo com o passado dos Jesuítas Em 1954, entre as comemorações do IV Centenário da Cidade, foi organizada a "Campanha de Gratidão aos Fundadores de São Paulo”, com a finalidade de recuperar o espaço jesuítico no Pateo do Collegio e devolve-lo à Cia. de Jesus.Desde a segunda expulsão, em 1759, embora tenham conseguido reassumir as funções de caráter religioso, os jesuítas não haviam recuperado o sítio onde fundaram, em 1554, o colégio que deu origem à cidade. O mesmo se deu com os objetos de culto, que constituíam um precioso acervo acumulado ao longo do tempo. O retorno da Cia. de Jesus ao Pateo do Collegio só foi efetivado em 1979, ocasião em que foram inaugurados no sítio histórico o Museu e Capela Padre Anchieta. Constituído a partir de doações e da devolução de alguns dos objetos que pertenceram originalmente à Igreja e Colégio dos Jesuítas, como a pia batismal, o atual acervo do Museu encontrava-se exposto em sua quase totalidade, sem a observância dos critérios essenciais à sua real caracterização e conseqüente valorização. A recente lementação de projeto museológico e museográfico permitiu que os objetos que constituem o acervo fossem identificados, classificados, organizados em coleções e restaurados, de forma a revelar o valor e a credibilidade de que eram portadores.

Cerca de 700 objetos integram as coleções, hoje expostas em sua quase totalidade em seis salas e no espaço da cripta. Indicadores de memória, uma vez que muitos dos objetos que integram o acervo tornaram-se referência única para a história da cidade de São Paulo, não são menos interessantes para o visitante em geral, que neles poderá encontrar a oportunidade de estabelecer um confronto com os seus referenciais.
Um elo com o passado dos Jesuítas 2 Um elo com o passado dos Jesuítas 3 Um elo com o passado dos Jesuítas 4 Um elo com o passado dos Jesuítas 5 Um elo com o passado dos Jesuítas 6

Cronologia:

1554- No dia 25 de janeiro, Pe. Manuel de Paiva celebra missa que oficializa a fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, auxiliado pelo Pe. Afonso Brás e pelo Irmão José de Anchieta. A primeira instalação do colégio era uma cabana de pau a pique de cerca de 90 m2, ou, como descrita por Anchieta, de 10 por 14 passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa).

1556- O Pe. Afonso Brás finaliza a construção do novo colégio e da Igreja de Bom Jesus, feitos em taipa de pilão (taipa de pilão é uma técnica construtiva de origem ibérica, que consiste em socar em um pilão a terra umedecida, à qual são adicionadas fibras vegetais, areia, estrume, óleo de baleia, e algumas vezes sangue animal, até transforma-la em massa uniforme com a qual são preenchidas estruturas de madeira,
retiradas após a massa estar completamente seca).

1640- Em função de desentendimentos com os "bandeirantes", por defenderem os índios, os jesuítas são expulsos de São Paulo.

1653- Fernão Dias Paes, tio do bandeirante de mesmo nome, negocia a volta dos jesuítas para a vila de São Paulo. O Colégio, que havia sofrido sérios danos na ausência dos padres, tem de ser quase todo reconstruído. É dessa terceira construção a parede que se encontra ao lado do Café do Pateo, também em taipa de pilão.

1757- Atendendo a medida geral adotada pela Cia de Jesus, é construída no Colégio dos Jesuítas uma cripta para abrigar os restos mortais dos padres ali falecidos. Antes dessa data, padres e autoridades locais eram enterrados no interior da Igreja de Bom Jesus.

1759- Os jesuítas são expulsos do Brasil por ordem do Marquês de Pombal, ministro da Coroa portuguesa, devido a influência que passaram a ter junto aos índios, fato que assustava os colonizadores portugueses. Os padres tiveram apenas três dias para sair do país, sem poder levar absolutamente nada além da roupa do corpo. O
colégio passou a abrigar os governadores, representantes da Coroa Portuguesa.

1765- O Colégio torna-se Palácio dos Governadores. A partir dessa data, a construção de 1653 é absolutamente modificada.

1773- A luta de Pombal contra a Companhia de Jesus não se limitou aos domínios da Coroa portuguesa. Prolongou-se, em conjunto com as cortes bourbónicas, até alcançar o fim pretendido: a extinção da Companhia de Jesus, em 21 de Julho de 1773, por breve do papa Clemente XIV com a Bula “Dominus ac Redemptor" expulsando os jesuítas de toda a América e os suprimindo em todo mundo.

1814- Nesta ano a Compahia de Jesus foi restaurada pelo papa Pio VII, e pode retornar às suas atividades.

1896- A Igreja de Bom Jesus, administrada pela Diocese na ausência dos jesuítas, desaba. Parte do altar-mor, de 1680, é levada para a Igreja do Sagrado Coração de Maria, na Santa Cecília. O Pateo do Collegio é então conhecido como Largo do Palácio.

1932- O Palácio dos Governadores passa a abrigar a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

1953- O sítio histórico da fundação de São Paulo é devolvido aos jesuítas, como um dos marcos iniciais da comemoração dos 400 anos da cidade, em 1954. O prédio do Palácio dos Governadores é demolido.

1979- É inaugurado o Museu Anchieta dentro da réplica que fora construída no sítio histórico do Pateo do Collegio, assim como a Igreja do Beato José de Anchieta




 






Prefeitura de São Paulo Governo do Estado de São Paulo Governo Federal Ministério da Cultura