Inauguração da exposição “Aldeia: arte e cotidiano indígena”

Em cartaz a partir do dia 25 de janeiro

Demonstração da riqueza cultural brasileira, as peças que compõem a exposição ‘Aldeia: arte e cotidiano indígena’ são expressões de modos de vida tradicionais de povos indígenas que, em sua pluralidade, conseguem manter viva a história e a memória dos habitantes originários do Brasil.

A exposição é composta por três coleções: o acervo doado pela família Villas-Bôas na década de 1980, que abarca a produção de aldeias da região do atual Parque Nacional do Xingu (MT) e é fruto da Expedição Roncador-Xigu; o acervo doado por Alexandre Yazbek Jr., proveniente da Expedição Couto de Magalhães (TO) realizada em 1951; e um acervo de peças produzidas por aldeias Guarani do Estado de São Paulo.

Essas peças nos ajudam a conhecer uma história e uma cultura que é indígena, mas também brasileira: a nossa história. Preservar essa cultura não é cuidar de um patrimônio histórico apenas, mas cuidar de um patrimônio vivo, tangível e atual.

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“Os louvores de Deus abrem o nosso coração à beleza do Senhor e nos ajudam a elevar a alma em direção a Ele, com a oração cantada que envolve a alma, o coração, a mente e o corpo, trazendo-os à presença de Deus”, disse monsenhor Marco Frisina sobre o CD “Eis me aqui, Senhor”, gravado nos estúdios Paulinas-COMEP, que reuniu o Coro da Arquidiocese de Campinas e Schola Cantorum do Pateo do Collegio.

Frisina é um padre católico italiano, compositor, diretor da Pastoral Worship Center do Vaticano e autor de músicas que fizeram parte da trilha sonora de grandes filmes e de canções interpretadas por corais de todo o mundo.

O autor, que estará no Brasil em março de 2019, descreve a importância do canto na liturgia: “Cantar não significa nunca se exibir ou embelezar a liturgia com o nosso canto; significa, em vez disso, testemunhar com tudo de si a nossa fé e o nosso amor. A música eleva os corações e nos une aos nossos irmãos, fazendo-os experimentar o milagre da comunhão. O canto molda em nós a imagem do orante perfeito, daquele que faz da própria vida um canto de amor a Deus”. Um dos destaques do CD é o hino composto em homenagem a padroeira do Brasil. Uma súplica à mãe de Deus para que intervenha por nossas mazelas e proteja a nossa nação.O álbum “Eis-me aqui, Senhor”, da gravadora Paulinas-COMEP, lançado em parceria com o Coro da Arquidiocese de Campinas e com a Schola Cantorum do Pateo do Collegio, chega às plataformas digitais e às Paulinas Livrarias de todo o Brasil. Para celebrar e agradecer este novo trabalho, a Schola Cantorum convida para a Missa em Ação de Graças no dia 21 de outubro, no Pateo do Colégio. A missa contará com as canções do álbum em sua liturgia, acompanhada pelo órgão de tubos da igreja.

A Schola Cantorum, fundada em 2005 pelo Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, é composta por membros da Comunidade do Pateo do Collegio, local de fundação da cidade de São Paulo. Por meio do canto na liturgia e de concertos de música sacra, a Schola se tornou referência de qualidade neste cenário. Desde 2009, está sob a direção do mestre de capela e organista titular do Pateo do Collegio, Felipe Bernardo.

O CD e Caderno de Partituras está à venda em nossa loja, nas Paulinas de todo o Brasil e nas principais plataformas digitais digitais de música:

iTunes: http://bit.ly/EisMeAquiSenhoriTunes
Google Play: http://bit.ly/EisMeAquiSenhorGooglePlay
Spotify: http://bit.ly/EisMeAquiSenhorSpotify
Deezer: http://bit.ly/EisMeAquiSenhorDeezer
YouTube Music: http://bit.ly/EisMeAquiSenhorYouTubeMusic

Para ouvir na íntegra o Hino a Nossa Senhora Aparecida, clique AQUI!

 

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Amar e Viver SP

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Amar e Viver São Paulo é uma homenagem a esta fascinante metrópole, principal centro urbano da América Latina. Como ferramenta de difusão cultural, a exposição promove o centro histórico da cidade e desperta a cidadania e o amor por São Paulo.

A artista plástica e escritora Nilda Luz enfoca nas suas telas a sua cidade natal, onde a miscigenação de etnias gera culturas variadas que se expressam perpetuadas em sua diversidade, sua arquitetura, em sua arte, em sua poesia e na rica gastronomia paulistana.

A mostra conta com 30 obras da artista compostas por pinturas acrílicas sobre tela e painéis de grande porte. Durante seis meses serão ainda programadas palestras e atividades de oficina, e o lançamento de um catálogo com ilustrações das obras e textos da autora que ressaltam fatos históricos, culturais e paisagens que dialogam com a memória e a transformação da cidade.

Ao traçar um plano cultural arrojado a partir do espaço do Pateo do Collegio, onde nasce a cidade, a exposição reflete o dinamismo e a face cosmopolita paulistana, propiciando a seus moradores e visitantes a emotiva experiência de Amar e Viver São Paulo.

 

Período da exposição:

25/01 à 16/12/2018 de Terça a Domingo das 9h às 16h30

Praça Pateo do Collegio nº2 Centro de São Paulo

fácil acesso pelas estações do metrô Sé e São Bento.

 

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O Pateo do Collegio recebeu a visita do Superior Geral dos Jesuítas, padre Arturo Sosa, na quarta-feira (25/10/17). Durante a visita guiada pelas dependências do Memorial, o Padre Geral da Companhia de Jesus demonstrou tranquilidade e alegria por estar em uma obra tão significativa do ponto de vista histórico para os jesuítas. Berço da fundação da cidade de São Paulo, o Pateo do Collegio foi um dos poucos patrimônios históricos devolvidos à Ordem religiosa depois da sua expulsão do Brasil, em 1759.

Pe. Arturo Sosa comentou que já havia estado nas dependências do Pateo do Collegio em uma breve passagem por São Paulo. No entanto, na ocasião, não teve a oportunidade de conhecer mais de perto o trabalho desempenhado pela obra como um todo.

Memorial da Companhia de Jesus em São Paulo, o Pateo do Collegio é o marco da fundação da cidade, nascida de uma missão dos jesuítas no país. Nesta obra, podemos mergulhar na história da cidade de São Paulo e da Ordem religiosa. Localizado no coração da capital paulista, o complexo dispõe de Igreja, Museu, Biblioteca e Café, além de possuir suas extensões na cidade de Embu das Artes, com o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas e as Oficinas Culturais Anchieta (OCA), projeto social que atende 200 crianças e adolescentes em situação de risco, no contra turno escolar. O Padre Geral agradeceu pessoalmente aos colaboradores da obra.

Ao meio-dia, foi realizada uma celebração eucarística com a presença de jesuítas e leigos de diversas obras da capital e do Brasil. Na ocasião, rememorou-se o dia de Santo Antônio de Santana Galvão, santo franciscano que teve parte de sua formação inicial com os jesuítas e ficou conhecido como o “homem da paz e da caridade”. O Pe. Arturo Sosa destacou a relação fraterna que une jesuítas e franciscanos e lembrou que, ao escolher o nome papal, Jorge Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, optou por ser chamado de Francisco em razão de São Francisco de Assis. O jesuíta lembrou ainda que Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, também se inspirou em Francisco de Assis em seu processo de abdicação dos bens materiais, estar próximo dos menos favorecidos e encontrar Deus em todas as coisas. A visita do Superior Geral ao Memorial encerrou-se com um almoço, para então seguir com sua agenda na capital paulista.

Fonte: Equipe do Pateo do Collegio

Fotos: Núcleo de Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil-BRA/Ir. Lucemberg, S.J.

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Aethiopum semper servus

São Pedro Claver foi um jesuíta espanhol missionário em Cartagena (Colômbia). Nascido em junho de 1580, Claver chegou à América ainda estudante, com exatos 30 anos de idade. Após um ano de trabalho em Bogotá para terminar sua formação, Pedro Claver partiu para Cartagena, cidade portuária onde desembarcavam milhares de escravos chegados da África.

Claver seguiu a vocação missionária inspirado pelo também santo Afonso Rodrigues ainda na Europa. Já em continente americano, Pedro Claver teve contato com o livro “Da salvação dos pretos” do seu predecessor jesuíta Afonso de Sandoval. Este livro tornou-se o código catequístico de Pedro Claver.

Durante toda a sua atividade missionária, Claver dedicou especial atenção aos mais necessitados e marginalizados: os escravos africanos. Os relatos da época contam cerca de 300 mil escravos batizados pelo jesuíta. Para poder catequizar os escravos, Claver formou um grupo de intérpretes negros que o auxiliavam. Assim que aportava um navio negreiro, Claver chegava para ampará-los, consolá-los, batizar os moribundos e curar os doentes. Após o desembarque, passava dias a instruir os escravos e depois batizava-os com nomes cristãos.

No hospital de Cartagena trabalhou intensamente na conversão e cura, tanto dos escravos como de mulçumanos e protestantes. Cumpriu heroicamente seu voto de tornar-se escravo dos escravos durante toda a sua vida.

Em 1650 uma grave epidemia de peste acometeu o colégio jesuíta de Cartagena e Pedro Claver adoeceu, passando longos quatro anos de sofrimento até sua morte em 08 de setembro de 1654. Foi beatificado em 1851 pelo Papa Pio IX e canonizado em 1888 pelo Papa Leão XIII. À época da canonização, Leão XIII afirmou: “Depois da vida de Cristo, nenhuma vida me comoveu tão profundamente como a do grande apóstolo S. Pedro Claver”.

 

Para saber mais sobre a vida do santo jesuíta defensor dos escravos, consulte o acervo da nossa biblioteca. Materiais disponíveis para consulta de terça à sexta-feira, das 9 às 16h30.

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Pedro Fabro nasceu num pequeno vilarejo em Sabóia (França) em 13 de abril de 1506. Filho de pastores de ovelhas, Fabro foi também pastor desde a infância. Criado numa família muito cristã, teve desde cedo grande interesse de aprender, como ele mesmo revelou em seus escritos autobiográficos: “por volta de dez anos, senti o desejo de estudar. Mas era pastor e para tal destinado ao mundo por meus pais. Assim, não podia sossegar e chorava pelo anseio de escola”.

Aprendeu as primeiras letras numa escola modesta próxima à sua casa. Seu mestre, um fervoroso cristão, após iniciar em Pedro o gosto pelas letras, notou a grande inteligência do menino. Passada a formação inicial, o mestre reuniu dinheiro para uma bolsa de estudos para o garoto. Assim, Pedro Fabro pôde ir a Paris continuar os estudos.

Ficou dez anos em Paris e, no ambiente universitário, conheceu seus futuros companheiros de missão: Francisco Xavier e, depois, Inácio de Loyola: “Neste ano [de 1529] veio Inácio para entrar no mesmo colégio de Santa Bárbara e em nosso mesmo cubículo (…). Bendita seja para sempre a divina Providência que ordenou tudo isso para o meu bem e minha salvação.”.

Pedro fez logo amizade com Inácio, que tocou seu coração e foi o grande responsável pela sua conversão. É o próprio Pedro quem revela os pormenores desse encontro: “No princípio eu o ensinava, ou, pelo menos tinha a intenção, mas havia sempre uma particularidade: nossas aulas de repetição terminavam com conversas espirituais, onde meu coração ardia como os dos discípulos de Emaús (Lc 23,13-35). E quando descobri que Inácio era um mestre de espírito, comecei a abrir-lhe minha consciência escrupulosa.”.

Depois de um intenso período de reflexão e oração, Inácio propôs a Fabro seus Exercícios Espirituais e Pedro tornou-se, após a experiência, o primeiro companheiro do futuro santo fundador da ordem dos jesuítas.

Em 1534, Pedro Fabro foi ordenado sacerdote, o primeiro dentre os sete companheiros iniciais da Ordem. Sua missão foi a de propagar a Fé através de um intenso serviço apostólico itinerante: Itália, Alemanha, Espanha, novamente Alemanha, Bélgica, Portugal…

Inicialmente em Parma, Pedro Fabro alojou-se no hospital, recusando hospedagem no palácio do cardeal. Dessa forma, vivia de esmolas. Pedro se colocava a disposição de todos, dia e noite, para ensinar e confessar. Dirigiu os Exercícios aos sacerdotes e promoveu uma grande mudança na vida religiosa em Parma. Diziam que “era como se todo domingo fosse domingo de Páscoa”, tamanha renovação religiosa. No entanto, foi chamado a Roma para nova destinação.

Em Roma, recebeu a missão de integrar a comissão do Dr. Pedro Ortiz, importante eclesiástico, conselheiro de Carlos V. Ortiz foi quem, em 1529, denunciou Inácio de Loyola à Inquisição por suspeita de heresia. No entanto, após fazer os Exercícios Espirituais sob a direção de Loyola em 1538, mudou completamente de opinião sobre a Companhia, tornando-se grande entusiasta e benfeitor da Ordem.

Partiram para a Alemanha em 1540. Ali, Pedro notou que as pessoas se rebelavam contra a Igreja romana não por discordarem das Escrituras, mas pela má conduta dos eclesiásticos. Diante disso, passou a dirigir os Exercícios a teólogos, prelados e a toda a corte.

Em julho de 1541, a comitiva de Ortiz partiu para a Espanha. Fabro teve uma estada curta em território espanhol, pois logo foi mandado de volta às terras germânicas, onde o avanço do protestantismo era grande. Fabro era considerado indispensável na defesa da Fé Católica diante deste cenário.

Obedecendo às ordens dos superiores, Fabro retornou à Alemanha e retomou seu apostolado, principalmente junto ao clero local. O trabalho era enorme, mas, mesmo com pouco pessoal, precisava atender aos chamados dos superiores. O então Superior Geral da Companhia de Jesus recebeu um pedido de D. João III, grande benfeitor da Ordem dos jesuítas, por pessoal qualificado em sua corte. Loyola decidiu enviar Fabro. Depois de um ano em Portugal, Fabro partiu para o trabalho apostólico na Espanha.

Durante sua atividade como jesuíta, Pedro Fabro percorreu toda a Europa ocidental à pé ou em lombo de mula. Foram anos de grande entrega e árduo trabalho. Já com a saúde debilitada, Fabro recebeu nova ordem: a de regressar a Roma para assistir, como teólogo, ao Concílio de Trento ao lado dos companheiros Lainez e Salmerón. Apesar da dificuldade da viagem, Fabro conseguiu chegar a Roma no dia 17 de julho de 1546.

As dificuldades e as expectativas com essa viagem, que viria a ser a última de Pedro Fabro, foram descritas por ele mesmo em uma carta datada de 31 de julho, destinada ao seu amigo e companheiro de missão nas terras ibéricas, António Araoz. É por meio desta carta que percebemos que, apesar de prostrado pela febre, Fabro acreditava que logo se recuperaria: “Há uns dias, Antônio, escrevi a Mestre Lainez, Mestre Salmerón e Mestre Jayo, que já estão no Concílio, que me juntaria a eles dentro de mais uns dias, quando me recupere. Pois, como em outras ocasiões, já passará… Estou certo que estas febres passarão…”.

No entanto, as febres não passaram. No mesmo dia 31, Fabro pediu um confessor. Morreu no dia seguinte, prostrado pela febre e, em seu leito, encontraram a referida carta. Tinha exatos 40 anos.

Autógrafo de Pedro Fabro

De caráter amável e suave, Fabro foi responsável por um grande número de vocações nestes anos iniciais da Companhia de Jesus. Sua palavra era persuasiva e tinha grande poder de conversão. Quando interpelado por um jovem jesuíta sobre como conseguia converter tantas pessoas, mesmo os mais céticos, ele respondeu: “Quando vós encontrares pessoas, mesmo soldados, estejais persuadido de que eles são melhores do que vós. Então, vós os conquistareis para Cristo”.

Mesmo diante do protestantismo crescente, Fabro propunha um diálogo amistoso e conciliador: “Creio que, daqui para frente, as relações com os luteranos devam fazer-se numa conversação fresca e serena e que comecemos a buscar as coisas em que coincidimos, de modo a ganhar-lhes bom ânimo de reformar suas vidas e ser seguidores de Nosso Senhor,com mais ardor apostólico e zelo das almas”.

Pedro Fabro foi beatificado pelo Papa Pio IX em 1872 e canonizado pelo Papa Francisco em 2013. Ao canonizar São Pedro Fabro, o Papa Francisco ressaltou o caráter piedoso, simples e bondoso do santo jesuíta e seu “atento discernimento interior”.

 

Referências bibliográficas

 

ECHANIZ, Ignatius SJ. Los tres primeros jesuitas: Ignacio de Loyola, Pedro Fabro, Francisco de Javier. Bilbao: Mensajero, 2006.

FABER, Petrus Santo, SJ,. Memorial de São Pedro Fabro. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2014.

MOLINARI, Paolo SJ, (Intro.). Santos e beatos da Companhia de Jesus. Braga: Secretariado Nacional do Apostolado da Oração; Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1974.

NAZÉ, André SJ. Inácio, Francisco e outros santos jesuítas. São Paulo: Loyola, 2008.

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No próximo dia 31 será a festa litúrgica do santo fundador da Companhia de Jesus: Santo Inácio de Loyola!

 

Iñigo Lopez de Loyola – nome de batismo de Inácio de Loyola – nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, no Castelo de Loyola, na cidade de Azpeitia, na Espanha, no ano de 1491. O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito nobre. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os equestres, seus preferidos.

Em 1506, sua família estava a serviço de João Velásquez de Cuellar, tesoureiro do reino de Castela, do qual era aparentada. No ano seguinte, Iñigo tornou-se pajem e cortesão no castelo desse senhor. Lá, aprimorou sua cultura, tornou-se excelente cavaleiro e tomou gosto pelas aventuras militares.
Dez anos depois, em 1517, optou pela carreira militar. Por isso foi prestar serviços a outro parente, não menos importante, o duque de Najera e vice-rei de Navarra, o qual defendeu em várias batalhas, militares e diplomáticas.

Mas, em 20 de maio de 1521, uma bala de canhão mudou sua vida. Ferido por ela na tíbia da perna esquerda, durante a defesa da cidade de Pamplona, ficou durante meses em convalescença no castelo de sua família. Nesse tempo, não havendo romances de cavalaria para se entreter, sua cunhada Madalena deu-lhe para ler livros que eram dela, A Vida de Cristo, escrita por Ludolfo de Saxônia, e a Legenda Áurea, livro sobre a vida dos santos, narrada por Jacopo Varazze.

A princípio, Iñigo leu-os com antipatia, deixando-os de lado para sonhar sobre seu futuro. Depois, cansado de sonhar, retomava a leitura dos livros que lhe foram causando impressão cada vez mais profunda. Reparou que seus sonhos o tornavam vazio, e suas leituras lhe enchiam o coração. E assim foi tocado pela graça. Seus olhos se abriram e isso foi o princípio de sua volta para Deus. Já curado, trocou a vida de militar por uma vida de dedicação a Deus. Foi, então, à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, abandonou sua espada no altar e deu as costas ao mundo da corte.

Durante um ano, de 1522 a 1523, viveu retirado numa caverna em Manresa (cidade espanhola), como eremita e mendigo, o tempo todo em penitência, na solidão e passando as mais duras necessidades. Lá, durante esse período, preparou a base do seu livro mais importante, os Exercícios espirituais. E sua vida mudou tanto que do campo de batalhas passou a transitar no campo das ideias, indo estudar Filosofia e Teologia em Paris e Veneza.

Em Paris, em 15 de agosto de 1534, juntaram-se a ele mais seis companheiros, e fundaram a Companhia de Jesus. Entre eles estava Francisco Xavier, que se tornou um dos maiores missionários da Ordem e também santo da Igreja. Mas todos só foram ordenados sacerdotes em 1537, quando concluíram os estudos, ocasião em que Iñigo tomou o nome de Inácio. Três anos depois, o Papa Paulo III aprovou a nova Ordem e Inácio de Loyola foi escolhido para o cargo de Superior-Geral.

Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo, para fixarem o cristianismo, especialmente aos nativos das terras do novo continente – a América. Entretanto, desde que esteve no cargo de Superior-Geral da Ordem, Inácio nunca gozou de boa saúde. Muito debilitado, morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, na Itália.

A sua contribuição para a Igreja e para a humanidade foi a sua visão do catolicismo, que veio de sua incessante busca interior e que resultou em definições e obras cada vez mais atuais e presentes nos nossos dias. Atualmente a Companhia de Jesus é a maior ordem religiosa católica no mundo, presente em obras sociais, educacionais, culturais, vocacionais entre tantas outras.

Santo Inácio de Loyola foi canonizado pelo Papa Gregório XV em 1622. A sua festa é celebrada na data de sua morte (31 de julho) nos quatro cantos do planeta onde os jesuítas atuam.

Para saber mais sobre a vida e obra de Santo Inácio de Loyola, consulte o acervo da nossa Biblioteca. Nosso horário de funcionamento é de terça à sexta-feira, das 9 às 16h30.

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Temos a satisfação de convidar para o “I Studium de Música Sacra: Canto Gregoriano e Órgão” em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), o Centro de Estudos de Música Sacra e Liturgia da Arquidiocese de Campinas (CEMULC), que trará ao Brasil dois especialistas em Música Sacra de renome internacional: Monsenhor Marcos Pavan (Magister Puerorum da Cappella Musicale Pontificia Sistina) e Josep Solé Coll (Organista titular da Basílica de São Pedro, no Vaticano).

Inscrições gratuitas e limitadas!

Para maiores informações, acesse o link abaixo:

I Studium de Canto Gregoriano

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A Palavra é um dom. O outro é um dom

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro – Festa do Evangelista São Lucas – de 2016.

Francisco

 

Fonte: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/papa-francesco_20161018_messaggio-quaresima2017.html

 

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