Participação presencial nas Missas Dominicais

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A partir do domingo dia 12 de julho na Igreja São José de Anchieta, no Pateo do Collegio, serão retomadas as Missas Dominicais.

A participação presencial será possível somente para aqueles que realizarem a inscrição prévia no formulário on-line disponível em https://forms.gle/KT8MSv6NgNmMChyB9. O número de participantes presenciais é limitado e as inscrições serão encerradas uma vez que o limite preestabelecido seja atingido.

O protocolo sanitário que estabelece as medidas de segurança para a retomada das missas no Pateo do Collegio, no contexto da pandemia de COVID-19, pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/1pFlvZAm9kq7BZH5rGAv6sr8MHTKHJhEx/view?usp=sharing.

O Pateo do Collegio agradece a colaboração e a compreensão de todos.

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A partir do domingo dia 12 de julho na Igreja São José de Anchieta, no Pateo do Collegio, serão retomadas as Missas Dominicais.

A participação presencial será possível somente para aqueles que realizarem a inscrição prévia no formulário on-line disponível em https://forms.gle/KT8MSv6NgNmMChyB9. O número de participantes presenciais é limitado e as inscrições serão encerradas uma vez que o limite preestabelecido seja atingido.

O protocolo sanitário que estabelece as medidas de segurança para a retomada das missas no Pateo do Collegio, no contexto da pandemia de COVID-19, pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/1pFlvZAm9kq7BZH5rGAv6sr8MHTKHJhEx/view?usp=sharing.

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Para celebrarmos juntos o dia de Santo Inácio de Loyola e termos um momento de meditação, o Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ – Superior do Núcleo Apostólico de São Paulo e Sul de Minas – convida para a Vigília “Inácio entre nós”, que acontecerá no dia 30 de Julho de 2020, às 20h30, com transmissão ao vivo pelo site www.vigiliasantoinacio.com.br

A Vigília foi organizada com apoio do Pateo do Collegio e do Colégio São Luís e contará com a participação de todas as obras do Núcleo Apostólico São Paulo e Santa Rita do Sapucaí:

Anchietanum
Casa de acolhida dos Migrantes
Fé e Alegria
Casa de Saúde e Bem-estar Nossa Senhora da Estrada
Centro Universitário da FEI
Colégio São Francisco Xavier
Colégio São Luís
Edições Loyola
ETE Santa Rita do Sapucaí – MG
Museu de Arte Sacra dos Jesuítas
OCA
Paróquia São Luís Gonzaga
Apostolado da Oração e MEJ
Pateo do Collegio
Santa Fé

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Seguindo a orientação do Governo do Estado de São Paulo, o Pateo do Collegio ficará fechado por tempo indeterminado. Todas as atividades presenciais estão suspensas. Esperamos, em breve, reabrirmos nossas portas! Juntos vamos colaborar para reduzirmos as possibilidades de contaminação, garantindo a segurança e saúde de nossa comunidade.
Durante esse período, conteúdos sobre nossa programação e acervo poderão ser consultados em nossos canais digitais:
Youtube
Facebook
Instagram
pateodocollegio.com.br
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“E o Verbo de Deus se fez carne”.

 

Oferecemos à Comunidade, no Tempo do Advento, a oportunidade de um momento de reflexão e oração que ajude a compreender e a rezar o Mistério de Deus.

Dia 11 de Dezembro, quarta-feira, às 19h na Igreja de São José de Anchieta, no Pateo do Collegio. Entrada pela Lojinha/Estacionamento.

 

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O Pateo do Collegio recebeu a visita do Superior Geral dos Jesuítas, padre Arturo Sosa, na quarta-feira (25/10/17). Durante a visita guiada pelas dependências do Memorial, o Padre Geral da Companhia de Jesus demonstrou tranquilidade e alegria por estar em uma obra tão significativa do ponto de vista histórico para os jesuítas. Berço da fundação da cidade de São Paulo, o Pateo do Collegio foi um dos poucos patrimônios históricos devolvidos à Ordem religiosa depois da sua expulsão do Brasil, em 1759.

Pe. Arturo Sosa comentou que já havia estado nas dependências do Pateo do Collegio em uma breve passagem por São Paulo. No entanto, na ocasião, não teve a oportunidade de conhecer mais de perto o trabalho desempenhado pela obra como um todo.

Memorial da Companhia de Jesus em São Paulo, o Pateo do Collegio é o marco da fundação da cidade, nascida de uma missão dos jesuítas no país. Nesta obra, podemos mergulhar na história da cidade de São Paulo e da Ordem religiosa. Localizado no coração da capital paulista, o complexo dispõe de Igreja, Museu, Biblioteca e Café, além de possuir suas extensões na cidade de Embu das Artes, com o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas e as Oficinas Culturais Anchieta (OCA), projeto social que atende 200 crianças e adolescentes em situação de risco, no contra turno escolar. O Padre Geral agradeceu pessoalmente aos colaboradores da obra.

Ao meio-dia, foi realizada uma celebração eucarística com a presença de jesuítas e leigos de diversas obras da capital e do Brasil. Na ocasião, rememorou-se o dia de Santo Antônio de Santana Galvão, santo franciscano que teve parte de sua formação inicial com os jesuítas e ficou conhecido como o “homem da paz e da caridade”. O Pe. Arturo Sosa destacou a relação fraterna que une jesuítas e franciscanos e lembrou que, ao escolher o nome papal, Jorge Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, optou por ser chamado de Francisco em razão de São Francisco de Assis. O jesuíta lembrou ainda que Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, também se inspirou em Francisco de Assis em seu processo de abdicação dos bens materiais, estar próximo dos menos favorecidos e encontrar Deus em todas as coisas. A visita do Superior Geral ao Memorial encerrou-se com um almoço, para então seguir com sua agenda na capital paulista.

Fonte: Equipe do Pateo do Collegio

Fotos: Núcleo de Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil-BRA/Ir. Lucemberg, S.J.

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A Palavra é um dom. O outro é um dom

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro – Festa do Evangelista São Lucas – de 2016.

Francisco

 

Fonte: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/papa-francesco_20161018_messaggio-quaresima2017.html

 

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“Fazei com que se trate de uma festa verdadeira — porque o matrimônio é uma festa — uma festa cristã, e não uma festa mundana! Aquilo que tornará completo e profundamente verdadeiro o vosso matrimônio será a presença do Senhor, que se revela e concede a sua graça.” Papa Francisco

Para maiores informações e esclarecimentos, entre em contato conosco pelo telefone (11) 3105-6899 ou pelo e-mail: pateodocollegio@pateodocollegio.com.br

 

sacramento

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Em 21 de Maio de 2002, foi inaugurado o órgão de tubos na Capela Beato José de Anchieta – Pateo do Collegio. Não se tratava de um órgão novo, mas sim de um órgão Tamburini de um teclado que, em 1950, foi instalado na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, juntamente com o instrumento maior, de três teclados, que ainda lá está. De fato, o conjunto era composto por três consolas separadas e localizadas em diferentes pontos da igreja. O órgão principal; com três teclados, instalado na galeria do coro; o órgão coral colocado na tribuna sobre a porta lateral, perto do altar mor contava com duas consolas: uma colocada junto aos tubos na tribuna e a outra colocada no piso da nave central, à direita de quem entrava. Este órgão menor ficava no coro lateral da igreja e funcionava em conjunto com o grande órgão, colocado no coro sobre a porta central da igreja. Tinha um manual, pedaleira e 652 tubos.

Em 1978, o órgão menor foi vendido para a Igreja de Nossa Senhora Aparecida de Vila Barcelona, em São Caetano do Sul, onde foi instalado e modificado por José Carlos Rigatto. Ganhou mais um teclado manual, teclados de madeira (como os de um cravo) e mais tubos, ficando com um total de 1018 tubos. O segundo manual acrescentado tinha tubos de procedência alemã. Os registros originais Tamburini ficaram distribuídos entre o primeiro manual e pedaleira. Nesta igreja, o órgão funcionou bem por alguns anos, contando com concertos realizados pela Associação Paulista de Organistas. Porém, na década de 90 começou a ser deixado de lado e os dirigentes da igreja manifestaram vontade de vender o instrumento.

No outro lado da história estava a Associação Paulista de Organistas que, desde 1999, vinha incentivando o Centro Cultural do Pateo do Collegio a adquirir um órgão de tubos. Com uma atividade cultural de concertos já sedimentada, a Capela precisava de um instrumento à altura das apresentações corais e instrumentais ali realizadas. O órgão, colocado à venda pela igreja de São Caetano, foi comprado pelos jesuítas com verba do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura.

Desmontado entre 2001 e 2002, o instrumento foi restaurado e instalado na Capela por Márcio Rigatto, da Família Artesã Rigatto e Filhos, de São Paulo. Os trabalhos duraram seis meses. A consola e pedaleira originais Tamburini foram restauradas; os teclados e o painel de registros eram da montagem em São Caetano.

O instrumento, com tração eletrificada, ficou com a seguinte disposição na instalação no Pateo do Collegio:

 

Disposição fônica (2002-2012)

Pedal

Subbaixo 16´

Principal 8´

Bordão 8´

Baixo Coral 4´

I Manual

Principal largo 8´

Principal 8´

Bordão 8´

Dulciana 8´

Oitava 4´

Ripieno 5 filas

II Manual

Flauta 8’

Viola 8’

Flauta 4’

Picollo 2’

Cornet 2 filas

 

A partir de 2008, quando assumiu o posto de Organista Titular o músico Felipe Bernardo, o órgão passou a ser novamente utilizado na liturgia, sendo parte integrante do dia a dia no centro de São Paulo nas missas do meio dia. Em 2009, Felipe também assumiu as funções de Mestre de Capela, sendo responsável pela instituição de um coro e um novo conceito musical na liturgia. Com isso, o órgão também passou a ser parte integrante da Comunidade do Pateo do Collegio.

Em 2011, após decisão conjunta entre o organista e o diretor, o instrumento passou por uma nova modificação: foram acrescentados 3 novos registros, novos acoplamentos e um painel novo na consola;

No II Manual foram acrescentados um Oboé 8’e uma Vox Celestis, ambos de origem alemã, seguindo a estética sonora do II Manual. O registro Picollo 2’se transformou em Quinta 2 2/3 no I Manual. Em seu lugar entrou um Principal 2’, mais brilhante.

Esta reforma e ampliação foi executada pelo Sr. José Carlos Rigatto.

Em 2012, a manutenção passou aos cuidados dos mestres organeiros Juan Weinhold e Alejandro Galli, de Buenos Aires – Argentina. Quando estes organeiros assumiram o órgão foi feito um intenso trabalho de harmonização e afinação do instrumento. Isto adequou acusticamente o órgão na Capela, além de corrigir problemas técnicos e sonoros.

O Pateo do Collegio acredita que o órgão de tubos atua de forma penetrante para preservar um referencial histórico e cultural atualmente esquecido na maioria das Igrejas brasileiras, democratizando assim a música instrumental, sacra e erudita ao público em geral, além de incentivar novos estudantes deste instrumento tão complexo e belo.

 

Atual disposição fônica do instrumento (2012-)

Pedal

Subass 16’

Principal 8’ (Fachada)

Bordão 8’

Oitava 4’

Oboé 8’ (II)

Oboé 4’ (II)

I-Ped

I Super –Ped

II-Ped

 

I Manual

Diapasão 8’ (Fachada)

Principal 8’

Bordão 8’

Dulciana 8’

Oitava 4

Quinta 2 2/3 (2011)

Ripieno

II-I

I-Super

II-I Sub

II-I Super

 

II Manual

Flauta 8’

Viola 8’

Vox Celeste (2011)

Flauta 4’

Oboé 8’ (2011)

Principal 2’ (2011)

Cornet 2f.

Trêmulo

Anulador – Oboé

 

Crescendo

Expressão (II)

3 Combinações livres

5 Combinações fixas

 

Referências:
KERR, Dorotéa. Catálogo de órgãos da Cidade de São Paulo. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
KERR, Dorotéa. Revista Caixa Expressiva – Publicação semestral da Associação Brasileira de Organistas (ABO) – Ano VI – N. 11, 2002.

 

 

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“O homem, criatura de Deus, traz em si a marca do Criador, o ‘Artista do universo’. A maneira de soltar e exprimir essas marcas é o sonho, a poe- sia, a música, a arte. A linguagem das artes, mais do que qualquer outra linguagem, aproxima o homem do mistério, da fonte da Beleza, de que ele próprio participa. Deus é pura Beleza. Deus é Amor. Quem ama canta. Por isso o homem, marcado por Deus, canta ao seu Deus. A música sacra é, as- sim, uma mediação que leva o homem a Deus, que traz Deus ao homem”, diz o padre Antonio Cartageno.

Música na LiturgiaÉ na liturgia que somos convidados a deixar-nos tocar pela ação salvífi- ca de Deus, participando desse modo, da Sua própria glória e perfeição eternas. A liturgia surge assim como uma realidade complexa, onde Deus e o Homem se encontram, dialogam, se comunicam, partilham as suas intimidades, se redescobrem e recriam. A música está presente na liturgia para dar forma ao rito humano-divino. Na verdade, as várias linguagens e expressões de arte são a mediação privilegiada, através da qual a ação litúrgica acontece. A linguagem artística tem revelado, ao longo de todos os tempos, uma especial aptidão para exprimir e concretizar este diálogo entre Deus e o Homem e realizar o Seu plano salvífico. Por isso, a Arte está presente na liturgia. Dentre todas as formas de Arte, a música ocupa um lugar de excelência e desempenha um papel privilegiado e insubstituível na liturgia, como reconhece o Concílio Vaticano II: «a tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte…». (SC 112)

A liturgia, o canto, une as pessoas, anima e dá vida à celebração. Facili- ta passar de “uma só voz” a “um só coração”, e, finalmente, a “uma só alma”, como se vê na espiritualidade das comunidades primitivas. Podemos, pela liturgia, unir nossa voz à dos anjos, sendo realmente nosso can- to exultação de um povo feliz e redimido. O canto ainda amplia o sentido das palavras e, por outro lado, sonda o mais profundo da interioridade do ser, cativa e faz brotar os sentimentos mais puros e profundos da alma hu- mana. Ele nos liberta dos limites da palavra, do racionalismo intelectual, do mero conceito, para dar-nos uma projeção do infinito e do indizível, na alegria que faz o coração exultar diante do mistério.

Música na LiturgiaMais do que a sacralidade da música, importa refletir sobre o seu papel es- pecífico e próprio, ou seja, sobre a possibilidade da linguagem musical in- tegrar o conjunto de expressões, verbais e não verbais, pelo qual a liturgia acontece e se desenvolve. Desse modo, a expressão musical aparece como a concretização das ações rituais em forma de linguagem artística sonora. Citando o Cardeal Ratzinger (Papa Bento XVI) numa entrevista que deu em 1985 a Vittorio Messori – Diálogos sobre a fé -, onde, entre vários temas, fala também da música sacra. Diz ele que:
“A Igreja tem o dever de ser também ‘cidade da glória’, lugar em que se reúnem e se elevam aos ouvidos de Deus as vozes mais profundas da hu- manidade. A Igreja não pode satisfazer-se com o ‘ordinário’, com o usual. Deve reavivar a voz do cosmos, glorificando o Criador e revelando do pró- prio cosmos a sua magnificência, tornando-o belo, habitável e humano”… Diz, a propósito, João Paulo II no seu Quirógrafo sobre a Música Sacra, citando, por sua vez, Paulo VI:
“Não pode existir uma música destinada à celebração dos sagrados ritos que não seja, antes, ‘verdadeira arte’, capaz de ter a eficácia que a Igreja deseja obter, acolhendo na sua liturgia a arte dos sons’”.

 

Felipe Bernardo

 

Ref.: João de Araújo: Importância do canto na liturgia
José Paulo Antunes: Novos paradigmas da música litúrgica

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