Oficinas Culturais Anchieta

Histórico

As Oficinas Culturais Anchieta (Projeto OCA), tem como missão auxiliar jovens em situação de vulnerabilidade social em seu desenvolvimento sociocultural, valorizando suas histórias de vida, fomentando seu preparo para o exercício da cidadania, sua qualificação para o trabalho, seu espírito comunitário e solidário.

Iniciado em 2002 no Pateo do Collegio, durante a reforma do Museu Anchieta, o Projeto OCA atendia cerca de 15 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. As atividades eram oficinas de artesanato, realizadas terças e quintas-feiras nos períodos da manhã e tarde para moradores em situação de vulnerabilidade social do bairro Morro Doce (região Oeste de São Paulo). Recebiam passagens para transporte e lanche. Em 2007, o então diretor do Pateo do Collegio, Padre Carlos Alberto Contieri, decidiu transferir o Projeto OCA para o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, em Embu das Artes, tendo em vista a realidade social do Município.

A cidade de Embu das Artes compõe a sub-região Oeste da região metropolitana de São Paulo, caracterizada por pequena concentração industrial, baixo potencial de crescimento econômico e amplas áreas de proteção de mananciais. Estância turística, a história da cidade está diretamente relacionada com o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (MASJ) e com a chegada dos padres Jesuítas no Brasil.

Em 2019, já eram oferecidas, além de artesanato, oficinas de cerâmica e entalhe em madeira, chegando a atender 75 jovens.

Projeto cresceu e, em maio de 2013, foi transferido para o atual endereço em Embu das Artes (Estrada Kaiko, 40).

Atualmente, 150 crianças e adolescentes em situação de risco são atendidos após a jornada escolar. Recebem, além de transporte e refeições, acesso a oficinas de violão, violino, canto, dança, preservação, cerâmica, reciclagem, pintura, jogos de tabuleiro e recreação esportiva. Contando com uma equipe de 14 funcionários e 03 colaboradores, hoje, também oferece acompanhamento pedagógico e assistencial.

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A Festa de Nossa Senhora do Rosário é comemorada no dia 7 de outubro. Sua origem remonta a uma batalha travada entre turcos e cristãos ocorrida no dia 7 de outubro de 1571 na Grécia. Nesta data o Papa Pio V declarou que a vitória cristã fora possível graças à ajuda de Nossa Senhora do Rosário que os protegera. A festa litúrgica foi estabelecida pelo Papa Clemente XI, em 1716, para todo o mundo católico, após nova vitória cristã sobre os turcos. No Brasil, chega por influência de seus colonizadores, os portugueses, e difunde-se por toda população, tornando-se uma das principais festas da tradição popular.

A tradição da festa no município de Embu das Artes teve início com a Sra. Catarina Camacha que em 1624 doou as terras aos padres da Companhia de Jesus sob a condição de que todos os anos fosse realizada uma festa em sua homenagem. Quando a Igreja foi construída, por volta de 1690, o padre jesuíta Belchior de Pontes dedicou o local à devoção de Nossa Senhora do Rosário, e desde então é a padroeira da cidade.

Todos os anos, como uma forma de rememorar esta história, o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas promove no mês de outubro atividades culturais em memória desta tradição.

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Exemple

Projeto Descobrindo Embu no Museu

 

O projeto sócio-educativo Descobrindo Embu no Museu foi criado em dezembro de 2007 com o objetivo de aproximar a comunidade local da história do município, por meio da realização de visitas ao Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (MASJ). Acreditamos que a preservação do patrimônio cultural passa, necessariamente, pelo trabalho de conscientização da população a respeito de sua importância, fomentando o acesso e a sua apropriação de forma qualitativa. Desde sua criação, formamos 950 professores no Encontro Pedagógico de Formação (EPF) e atendemos 16.812 estudantes e educadores em visitas ao museu.

Por meio de um trabalho realizado junto às escolas, o projeto busca conscientizar a população da importância histórica do patrimônio formado pelo conjunto jesuítico Igreja de Nossa Senhora do Rosário e residência anexa para a compreensão não só da história local, mas da própria formação da região que hoje engloba as cidades de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Cotia, Carapicuíba e Embu das Artes.

O projeto é calcado na formação de professores através do Encontro Pedagógico de Formação e no atendimento de seus alunos por meio de visitas educativas ao museu. O projeto é um dos vencedores da 5ª edição do Prêmio de Educação Museal Darcy Ribeiro – 2012 – Ibram/MinC.

 

Objetivos 

 

São objetivos do projeto:

  • Contribuir para o resgate da história do museu, do município de Embu das Artes e da região;
  • Estimular o hábito da visita a museus e instituições culturais;
  • Propiciar uma visita formativa ao espaço do MASJ;
  • Estimular a interdisciplinaridade;
  • Desenvolver princípios de educação patrimonial junto aos estudantes;
  • Desenvolver a consciência histórica;
  • Fomentar o senso crítico dos alunos;
  • Contribuir para o exercício pleno da cidadania.

 

Descobrindo Embu no Museu

 

Público Alvo

 

Professores e alunos – do ensino infantil ao médio, incluindo EJA -, tanto da rede pública quanto da rede particular de ensino.

 

Metodologia

 

  1. Formação: Curso Encontro Pedagógico de Formação (EPF) para professores com duração de 12 horas, divididos em três sábados. O curso acontece no Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (Embu das Artes) e no Museu Anchieta – Pateo do Collegio (São Paulo). Os temas dos encontros são:
    • Patrimônio, Museu, Educação e Mediação Cultural;
    • Arte e Cotidiano – Arte Sacra, Barroco, Arquitetura, Mobiliário e Música;
    • Visita ao Museu Anchieta – Pateo do Collegio – A história de São Paulo e seu acervo;
    • Visita ao MASJ – A história de Embu das Artes e o seu acervo;
  2. ANTES DA VISITA: Preparação dos alunos pelo professor em sala de aula.
  3. VISITA: Visitação dos alunos ao MASJ com 2 horas de duração em média. A visita é mediada por nossos educadores e seguida de uma ação educativa que será desenvolvida e aplicada de acordo com o projeto do professor. O atendimento acontece de terça a domingo das 9h00 às 17h00, para todas as faixas etárias. É necessário o envio de projeto, de acordo com o modelo.
  4. PÓS-VISITA: O professor retoma com os alunos em sala de aula os aspectos apreendidos na visita ao museu. Após o encerramento do projeto junto aos alunos, o professor deverá elaborar um portfólio documentando todas as etapas desenvolvidas. O portfólio deverá ser desenvolvido de acordo com o modelo.
  5. AVALIAÇÃO: Encontro de professores para o fechamento do projeto compartilhando os resultados e suas avaliações.

 

Contrapartidas

As contrapartidas oferecidas pelo museu para fomentar a adesão ao projeto são:

  • Não cobrança de ingressos e taxas dos alunos oriundos da rede pública de ensino em nenhuma etapa do projeto;
  • Não cobrança de ingressos e taxas dos professores, em nenhuma etapa do projeto;
  • Oferecimento de auxílios didáticos e pedagógicos aos professores participantes;
  • Distribuição gratuita aos professores de um exemplar do livro Descobrindo Embu no Museu: Guia Temático do Professor;
  • Certificado de 12 horas aos profissionais que participarem do Encontro Pedagógico de Formação (EPF);
  • Certificado de 40 horas aos profissionais que participarem do projeto e realizarem todas as etapas.

 

Custo

 

  • Cobrança de ingresso dos alunos oriundos da rede privada de ensino, que pagarão a meia-entrada do valor do ingresso que estiver sendo praticado no museu no dia da visita.

 

Dúvidas frequentes

 

  • O que é o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (MASJ)?

Trata-se de um museu, que pertence à Companhia de Jesus, e que faz parte do complexo histórico-cultural-religioso Pateo do Collegio. O MASJ abriga um dos mais importantes acervos de arte sacra do Estado de São Paulo. Tanto o prédio quanto o acervo são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 

  • O que é o Projeto Descobrindo Embu no Museu?

R: É um projeto sócio-educativo que visa aproximar a população local do patrimônio cultural existente na cidade, por meio da formação de professores e da realização de visitas de seus alunos ao museu. Em 2012 o projeto ganhou o Prêmio Darcy Ribeiro de educação promovido pelo Ministério da Cultura.

 

  • O que é o Encontro Pedagógico de Formação (EPF) para Professores?

O EPF trata-se de um curso que os professores interessados em participar do projeto, obrigatoriamente, precisam realizar. O curso tem duração de 12 horas divididas em três dias e acontece no MASJ e no Museu Anchieta – Pateo do Collegio, em São Paulo.

 

  • Quem pode participar do curso Encontro Pedagógico de Formação (EPF)?

O curso é voltado para professores tanto da rede pública quanto da rede privada de ensino. No entanto, havendo vagas, é possível a participação de: 1) coordenadores e diretores; 2) auxiliares de desenvolvimento infantil (ADI); 3) estudantes de licenciatura; 4) estagiários atuantes em unidades escolares.

 

  • Quando acontecem os EPF’s?

R: Todo ano acontecem duas edições do curso. Para ficar sabendo sobre o início das inscrições, envie um e-mail para o endereço masj@pateodocollegio.com.br pedindo a inclusão de seu e-mail em nosso mailing. Assim que as inscrições forem iniciadas, divulgaremos através de nosso mailing, site e Facebook.

 

  • Qual é o limite de faltas no curso?

R: Não serão toleradas faltas.

 

  • Quem pode participar do projeto Descobrindo Embu no Museu?

R: Todos os profissionais da área de educação que estejam lecionando e que participaram do curso Encontro Pedagógico de Formação para professores. Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI) e estagiários também podem desenvolver o projeto, no entanto, para tal é necessário obter autorização da coordenação e do professor responsável pela turma com a qual o projeto será desenvolvido;

 

  • Quando posso levar meus alunos ao MASJ?

R: As visitas só serão possíveis após a conclusão do EPF pelo professor e mediante apresentação do projeto que deverá ser enviado no momento do agendamento.

 

  • Como faço para receber o certificado de 40 horas?

R: Só receberão a certificação de 40 horas os profissionais que realizarem todas as etapas do projeto que inclui: a participação no EPF, o desenvolvimento de ações em sala de aula – antes, durante e depois da visita dos alunos ao museu – e, por fim, a elaboração de portfólio que deverá ser apresentado no Encontro para Avaliação do projeto, momento em que o certificado será entregue.

 

  • Quando acontece o Encontro para Avaliação do projeto?

Uma vez por ano, entre novembro e dezembro aos sábados. Os participantes serão informados das datas no primeiro dia de curso.

 

  • Há algum custo para aderir ao projeto?

R: Não. Não haverá qualquer custo para os professores que aderirem ao projeto.

 

  • Meus alunos terão algum custo no projeto?

R: Os alunos dos professores que realizaram o EPF, se provenientes de escolas públicas, não pagarão qualquer tipo de taxa ou ingresso, ou seja, serão isentos. Já os alunos de escolas particulares pagarão a meia-entrada do valor de ingresso que estiver sendo praticado no museu no dia da visita.

 

  • A instituição oferece algum tipo de auxílio no transporte dos meus alunos ao museu?

R: Não. O trajeto entre a escola e o museu é de responsabilidade da unidade escolar. Não oferecemos qualquer tipo de subsídio para a contratação de ônibus.

 

  • Já fiz o curso nos anos anteriores, para levar meus alunos ao museu preciso fazê-lo novamente?

R: Os professores que fizeram o curso após 2014 não precisam faze-lo novamente. No entanto, para agendar a visita, é necessário enviar por e-mail o projeto. Os profissionais que fizeram o curso antes de 2014, deverão obrigatoriamente participar novamente do curso.

 

  • Ainda tenho dúvidas, como posso saná-las?

R: Envie um e-mail para masj@pateodocollegio.com.br

 

 

 

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Fórum anual de discussões acerca de temáticas que perpassam a história e a missão da Companhia de Jesus, o Ciclo de Debates já é um evento tradicional do Pateo do Collegio. Este evento visa promover o debate entre estudantes e professores das áreas de Ciências Humanas, sobretudo História, Antropologia e Letras.

Há oito anos o “Ciclo de Debates” acontece durante as quartas feiras do mês de maio. Dentre os temas abordados nas edições anteriores estão arquitetura jesuítica, patrimônio e a memória no centro de São Paulo e arquitetura sagrada. Nestas edições contamos com a presença de pesquisadores consagrados de universidades paulistas, dentre os quais os professores Ulpiano Bezerra de Menezes, João Adolfo Hansen, Regina Meyer, Carlos Alberto de Moura Zeron, Rafael Ruiz, Paulo César Garcez Marins, Bruno Feitler, entre outros.

Pateo do Collegio

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1560

Registro mais antigo de pessoa enterrada na Igreja de São Paulo dos Jesuítas. Isabel Dias (Bartira).

1680

Construção dos Alicerces em Pedra Apiloada para a nova Igreja dos Jesuítas de pedra e taipa de pilão. Traslado dos corpos encontrados sob o altar da Igreja e próximo ao inicio da assembléia para um vala única a frente do altar central.

1757

Utilização do espaço subterrâneo da Igreja, alicerces, para a oficial criação de uma Cripta.

1896

13 de Março, início da demolição da Igreja de Bom Jesus remanescente de 1680.

1897

Foram então iniciados os trabalhos de exumação, precedendo aos de demolição, e sendo abertas as sepulturas existentes no corpo da Igreja Os ossos retirados destas sepulturas estavam encerrados em pequenas urnas de madeira, já bastante apodrecidas, e na profundidade de oitenta centímetros mais ou menos; todos, a exceção dos do Padre Guilherme Pompêo, bastante estragados e poidos. Estado de deterioramento grande, quase não se consegue distinguir um corpo do outro.

Na capela mór foram abertas cinco sepulturas, que ao que parece serviam de ossuário, pois que em mais de uma se encontraram misturados crânios e fragmentos de ossos de mais de um individuo. Na parede da mesma capela, à esquerda, junto à porta que dava para a sacristia, acharam-se também alguns ossos em uma pequena catacumba. Nas grossas paredes da antiga torre ainda remanescente a igreja de 1680, ao contrario do que em geral se resumia, nenhuma catacumba foi descoberta. Foram todos estes restos veneráveis separadamente envolvidos em urnas de madeira, e transferidos com as respectivas lapides para a Igreja de S. Pedro”.

1901

Os corpos encontrados e os que estavam na Igreja de São Pedro, inclusive o do Cacique Tibiriça foram traslados para a Igreja do Coração de Maria no bairro da Santa Cecília

1930

O corpo do Cacique Tibiriça é levado para a Cripta da Cathedral da Sé.

1970-79

Corpos ainda são encontrados no interior da Igreja do Beato José de Anchieta. Responsável pela a segunda exumação dos corpos o Arqueólogo Dr. José Anthero Pereira Junior, falecido aproximadamente em 1975.

1979

Alguns corpos que estavam na Igreja do Coração de Maria retornam para o Pateo

2002

Cripta é aberta ao público como sala de exposições do Museu Anchieta.

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Em São Paulo, até o surgimento do primeiro cemitério público, ocorrido no século XIX, tornou-se hábito o sepultamento no interior das igrejas, em seus altares laterais ou no recinto da capela-mor – sinal de alta distinção social.

Este fato também ocorreu na Igreja do Colégio dos Jesuítas, onde foram enterrados os corpos de dos primeiros habitantes do povoado de Piratininga, entre os quais o do cacique Tibiriçá, posteriormente transladado para a Catedral da Sé.

Somente em 1757 foi construída uma galeria subterrânea- cripta- destinada à deposição final dos restos mortais dos jesuítas, atendendo a medida geral adotada em todas as igrejas da Companhia de Jesus.

Entretanto, três anos após esta providência, os jesuítas foram novamente expulsos e a cripta “entulhada” por ordem expressa do governador Morgado de Mateus.

A atual cripta foi reaberta por ocasião da reconfiguração do espaço jesuítico, em 1979, no Pateo do Collegio, sobre os alicerces de pedra da original. Esvaziada da sua função primitiva, integra as dependências do Museu Anchieta como área de exposições temporárias.

Cripta

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Histórico

O Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (MASJ) está instalado no complexo arquitetônico que engloba a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a residência anexa dos jesuítas. Localizado na cidade de Embu das Artes, o prédio foi construído na virada do século XVII para o XVIII pelos padres da Companhia de Jesus.

A construção deste complexo só foi possível a partir da doação das terras que o casal Fernão Dias Paes Leme e Catarina Camacha fizeram aos jesuítas do Colégio de São Paulo de Piratininga, atual Pateo do Collegio, no ano de 1624.

Para que a doação se concretizasse, a Sra. Catarina Camacha exigiu que os padres cuidassem da conversão dos indígenas que ali se encontravam, que fosse mantida a Capela de Santa Cruz na Igreja do Colégio, local onde ela seria enterrada, e que fosse organizado todos os anos uma festa em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, hoje padroeira da cidade.

Em decorrência desta doação, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi construída por volta de 1690 sob as orientações do padre jesuíta Belchior de Pontes. O ponto escolhido para a construção era estratégico, por estar em um local alto, permitindo uma boa visão da região, próximo a pequenos riachos, além de ser um local mais afastado de vilas de colonos portugueses. Tais condições permitiram que os jesuítas prosseguissem com seu trabalho missionário junto aos índios ali aldeados. Já a construção da residência anexa ocorreu entre os anos de 1720 e 1740, projeto realizado pelo jesuíta Domingos Machado.

Este monumento arquitetônico foi o primeiro bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Estado de São Paulo no ano de 1938, e restaurado por essa mesma instituição entre os anos de 1939 e 1941. O restauro foi realizado sob os cuidados do arquiteto Luís Saia, um dos nomes mais importantes para o estudo e compreensão das primeiras intervenções de restauro no Brasil. O prédio também é protegido pelo CONDEPHAAT desde 1974.

A equipe do IPHAN, representada pelo intelectual Mário de Andrade, que ficou responsável por escolher os monumentos paulistas que deveriam ser preservados, justificou a necessidade de se realizar o tombamento por ser tratar de um dos poucos remanescentes da arquitetura paulista do período colonial e por conservar um grande acervo em imaginária sacra dos séculos XVII ao XX.

Este monumento, para além de ser um dos poucos conjuntos jesuíticos preservados no Estado de São Paulo, detentor de um acervo único de arquitetura e imaginária barroca paulista, com características particulares e raras, também nos trás à memória as primeiras ações de preservação do patrimônio realizados no Estado. Por estas razões, este complexo arquitetônico é de extrema importância para a sociedade, tanto local quanto nacional.

Já o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas foi inicialmente idealizado pela Fundação Maria Auxiliadora, instituição que recebeu da Cúria Metropolitana de São Paulo o direito de utilizar o prédio e proteger seu acervo após 1948. Este museu funcionou de forma restrita entre as décadas de 70 e 80 abrindo eventualmente para turistas e moradores.

Com o fim da fundação, a administração do prédio voltou a ser feita pela diocese que após a década de 90 devolveu à Companhia de Jesus a posse do monumento, que no passado havia sido erguido por essa mesma instituição!

O museu passou por algumas reestruturações e reaberto ao público em 2004. Desde então desenvolvemos várias projetos que tem por intuito divulgar o patrimônio, aproximar a comunidade do museu, de sua história e memória através de ações culturais.

 

Museu de Arte Sacra dos Jesuítas

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